quarta-feira, 13 de abril de 2011

A Saga de Cristo Miguel - O Soberano de Nébadon






A história de Michael (Miguel) começa - pelo menos para nós nebadonianos - há cerca de quatrocentos bilhões de anos, quando o nosso universo local começou a ser organizado pelo então Filho Criador da Ordem dos Michaéis, e foi nesta época que deu início à construção de Salvington e das outras esferas-sede do universo.

Um Filho Criador, a exemplo do Filho Eterno; após criar o seu universo, experiencia a vida de suas criaturas em sete níveis da existência, no anseio de aproximar-se das experiências das seus subordinados viventes. O Filho Eterno da Trindade do Paraíso liderou o caminho dessa prática, havendo, por sete vezes, outorgado a si próprio nos sete circuitos de Havona, e continua a outorgar-se aos universos locais do tempo e do espaço, nas pessoas dos seus representantes, os Filhos Michaéis e Avonais.

O propósito dessas encarnações, como criatura, é capacitar esses Criadores a tornarem-se soberanos cada vez mais sábios, compassivos, justos e compreensivos, e acima de tudo misericordiosos.

A primeira auto-outorga: Filho Melquisedeque

A primeira auto-outorga de Michael aconteceu há quase um bilhão de anos, quando os diretores e dirigentes do universo de Nébadon, reunidos, ouviram Michael anunciar que estaria ausente por um determinado tempo. Ao terceiro dia uma comunicação foi registrada em Salvington que dizia: "Ao meio-dia de hoje apareceu, no campo de recepção deste mundo, um estranho Filho Melquisedeque, cuja numeração não é a nossa, mas que é exatamente como os da nossa ordem. Ele estava acompanhado de um omniafim solitário, que trazia credenciais de Uversa e que apresentou as ordens, dirigidas ao nosso chefe, vindas dos Anciães dos Dias e certificadas por Emanuel de Sálvington, instruindo que esse novo Filho Melquisedeque fosse recebido na nossa ordem e designado ao serviço de emergência dos Melquisedeques de Nébadon. E assim foi ordenado; e assim foi feito.

Michael viveu cem anos - do tempo de Urantia - como um Filho da Ordem Melquisedeque.

A segunda auto-outorga: Filho Lanonandeque

Quase cento e cinqüenta milhões de anos depois ocorreu uma rebelião no sistema 11, da constelação 37 e Michael novamente deixou Salvington para realizar a sua segunda auto-outorga. Três dias após a partida, apareceu no corpo de reserva dos Filhos Lanonandeques primários de Nébadon um membro novo e desconhecido, acompanhado por um tertiafim solitário que trazia as credenciais dos Anciães dos Dias de Uversa, certificadas por Emanuel de Sálvington, ordenando que esse novo Filho fosse designado para o sistema 11, da constelação 37, como sucessor do rebelde deposto, Lutêntia, como Soberano do Sistema.

Por mais de dezessete anos do tempo universal, esse estranho e desconhecido governante temporário administrou os assuntos e sabiamente sentenciou sobre as dificuldades daquele sistema local, confuso e desmoralizado. Nenhum Soberano de Sistema jamais foi amado tão ardentemente, nem honrado e respeitado com maior unanimidade. Com justiça e com misericórdia, esse novo governante colocou em ordem aquele turbulento sistema; enquanto ministrava com cuidado a todos os seus súditos, oferecendo, até mesmo ao seu predecessor rebelde o privilégio de compartilhar do trono de autoridade, caso ele apenas pedisse perdão a Emanuel, pelos seus abusos. Lutêntia, porém, desprezou todas essas aberturas de misericórdia, sabendo bem que esse novo e estranho soberano do sistema não era nenhum outro senão Michael, o mesmo governante do universo a quem ele havia, muito recentemente, desafiado. Todavia, milhões de seguidores desviados e iludidos aceitaram o perdão desse novo governante, conhecido, naquela época, como o Soberano Salvador do sistema de Palônia.

A terceira auto-outorga: Filho Material

Numa época posterior uma nova rebelião explodiu, agora no sistema 87 da constelação 61, e alguns mundos foram submetidos à quarentena. Foi nesta época que os Portadores da Vida fez uma solicitação, que um Filho Material fosse enviado ao planeta 217 afim de trabalhar como assistente deles.

Michael, mais uma vez, ausentou-se de Salvington, aparecendo, ao terceiro dia na sede do sistema 87, acompanhado por um seconafim solitário. Imediatamente, o Soberano do Sistema em exercício apontou esse novo e misterioso Filho Material, como Príncipe Planetário do mundo 217; e essa designação foi imediatamente confirmada pelos Altíssimos da constelação.

E esse Filho Material excepcional iniciou sua difícil carreira em um mundo em quarentena, assim como nosso, havia sido assolado por uma rebelião sistêmica e sem nenhuma comunicação direta com o resto do universo; trabalhou sozinho, durante uma geração inteira de uma época planetária. No devido tempo, um casal de Filhos Materiais - Adão e Eva - chegaram a esse mundo rejuvenescido e redimido; e depois de estarem devidamente instalados como governantes planetários visíveis, esse Príncipe misterioso partiu, ao meio-dia. Três dias depois Michael reapareceu no seu lugar costumeiro, em Sálvington.

A quarta auto-outorga: Serafim

Foi no final de uma dispensação milenar periódica de Uversa que Michael procedeu no sentido de colocar, mais uma vez, o governo de Nébadon nas mãos de Emanuel e partir para a sua quarta auto-outorga. Três dias após o seu desaparecimento, as transmissões reportaram a chegada não anunciada de um serafim desconhecido, na sede-central seráfica de Nébadon, acompanhado por um supernafim solitário e por Gabriel de Sálvington.

Michael ficou ausente de Sálvington por mais de quarenta anos-padrão do universo. Durante sete anos ele permaneceu como conselheiro seráfico de ensino, funcionando em vinte e dois mundos diferentes. O seu compromisso último, ou terminal, foi como conselheiro e ajudante ligado a uma missão de auto-outorga de um Filho Instrutor da Trindade, no mundo 462, do sistema 84, da constelação 3, do universo de Nébadon.

A quinta auto-outorga: Peregrino Ascendente

Pouco mais de trezentos milhões de anos atrás - do tempo de Urântia - Michael deu início às preparações de sua partida, mas dessa vez foi diferente, antes Ele anunciou que o seu destino era Uversa, a sede-central do superuniverso de Orvônton. E, pouco depois de parti, as transmissões de Uversa, relatava: "Chegou hoje um peregrino ascendente, não anunciado e não numerado, de origem mortal, vindo do universo de Nébadon, certificado por Emanuel de Sálvington e acompanhado por Gabriel de Nébadon. Esse ser não identificado apresenta o status de um verdadeiro espírito e foi recebido na nossa fraternidade".

Até os dias de hoje ouve-se contar sobre Eventod, um peregrino ascendente especial e desconhecido, que viveu e atuou em Uversa, por um período de onze anos, do tempo-padrão de Orvônton. Esse ser recebeu as designações e cumpriu os deveres de um espírito mortal, em comum com os seus companheiros de vários outros universos locais. Sob "todos os pontos de vista, foi testado e provado, do mesmo modo que os seus companheiros"; e, em todas as ocasiões, demonstrou ser digno da confiança e da fé dos seus superiores e, ao mesmo tempo, infalivelmente atraiu para si o respeito e a admiração leal dos seus semelhantes.

A sexta auto-outorga: Mortal Moroncial

Sálvington já estava familiarizada com os preliminares de uma auto-outorga iminente. Michael reuniu os residentes e, pela primeira vez, revelou o plano de encarnação, anunciando seu propósito de assumir a carreira de um mortal moroncial, e então partiu, acompanhado por um serafim solitário e por Gabriel.

Michael apareceu na sede-central da constelação 5, como um mortal moroncial amadurecido, de status ascendente. Foi uma das mais extraordinárias e surpreendentes épocas nas experiências de auto-outorga de Michael; mais extraordinária ainda que a sua dramática e trágica permanência em Urântia, em sua sétima e última outorga.

Gabriel enviou notícias à Salvington, afirmando que o retorno de Michael estava próximo, que em breve Ele se liberaria da outorga moroncial; então uma grande recepção foi preparada. Milhões e milhões de seres, vindos dos mundos-sede das constelações, e a maioria dos residentes nos mundos adjacentes a Sálvington reuniu-se para dar-lhe as boas-vindas, como governante do universo. Diante dessas manifestações de boas-vindas e expressões de apreço feitas ao Soberano tão vitalmente interessado nas suas criaturas, ele respondeu tão somente: "Eu tenho apenas cuidado dos assuntos do meu Pai. Estou apenas dando cumprimento à satisfação dada aos Filhos do Paraíso, de amar e buscar compreender as suas criaturas".

A sétima e última auto-outorga: Carne Mortal


Por dezenas de milhares de anos, Salvington esperava, ansiosamente, pela sétima e última auto-outorga de Michael. Gabriel já havia revelado que essa outorga terminal seria feita à semelhança da carne mortal. O anúncio público de que Michael havia escolhido Urântia, como cenário dessa outorga final, foi feito pouco tempo após o relato do erro cometido por Adão e Eva. Trinta e cinco mil anos se passaram até que Michael surgiu como um bebê desamparado e indefeso deste reino. Até então, ele sempre surgira como um indivíduo já desenvolvido, mas o anúncio emocionante que foi transmitido em Salvington dizia que a criança de Belém havia nascido em Urântia, ao meio-dia de 21 de Agosto do ano menos 7 dessa era.

Joshua ben José (Jesus) foi concebido e nasceu exatamente como quaisquer outros meninos, antes e depois, exceto pelo fato de que era a encarnação de Michael de Nébadon, um Filho divino do Paraíso e o Criador de todas as coisas e seres deste universo local. E esse mistério da encarnação da Deidade na forma humana de Jesus, cuja origem pareceria natural ao mundo, permanecerá insolúvel para sempre. Esse segredo pertence a Sonárington; e tais mistérios são da exclusiva posse desses Filhos divinos que passaram pela experiência da auto-outorga.

Por 36 anos - do nosso tempo - todos os olhos em todas as partes deste universo, focalizaram-se neste pequeno planeta para acompanhar os passos do Criador vivendo a criatura. Jesus morreu pouco antes das três horas da tarde no dia 7 de Abril do ano 30. Depois de sua morte ainda apareceu para seus apóstolos e discípulos em várias ocasiões; despediu-se e os orientou para a vida difícil que eles teriam a enfrentar, deixando a promessa que enviaria o Espírito da Verdade para consolar os corações e ainda, que uma dia voltaria a Urantia afim de fazer-nos uma visita.

Depois desse período retornou a Salvington, quando foi proclamado como o Governante Soberano de Nébadon. Agora governa soberanamente ao lado de sua consorte, a Ministra Divina.

Lemúria Virá À Tona



Bom dia amados Mestres, são 10:05h. O chamado foi tão forte, que em um momento me fez acreditar que estava recebendo um 'ataque'...

Assim, já fico à disposição de quem queira transmitir uma mensagem.

“Alexiis, sou O Chanceler da Lemuria, e já faz algum tempo que não venho falar com você, mas sei que no momento necessário você está aí.

Quero relembrar, como muito de vocês sabem, que nossa Mãe Pátria, Lemúria, vai voltar à superfície. Infelizmente, para fazer isso, muitas outras zonas, que agora estão povoadas, vão ficar sob a água. Mas, assim são os ciclos da Terra.

Nós, num determinado momento, tivemos que nos afundar, e agora vamos ressurgir. Como é do conhecimento de muitos de vocês, a nível etérico já estamos pressentindo isso, embora não a nível físico. Entretanto, isso vai acontecer dentro em pouco.

Por isso, é que agora, de todas partes estão vindo os chamados de atenção para que vocês estejam preparados para o que virá.

Não podemos negar que haverá momentos muito duros, muito fortes, mas nunca se esqueçam que as almas, que nesses eventos abandonam o plano terrestre, são almas que assim o escolheram fazer. São almas que escolheram essa forma de retirar-se, geralmente para pagar um carma longamente acumulado, que exigiria uma infinidade de vidas para solucioná-lo, e assim, oferecendo-se a este sacrifício, fazem-no de uma vez, e daí, quando chegarem, ao "outro lado do véu", como vocês o chamam, poderão decidir o que vão fazer: se vão retornar ao planeta, ou se vão seguir seu caminho evolutivo em outras partes. Isso depende de cada um, e é uma coisa que ninguém de nós obriga-lhes a fazer.

Todos vocês têm o livre-arbítrio de levar sua vida como quiserem, embora infelizmente tenham perdido a consciência dessa liberdade que possuem.

Cada alma que nasce no planeta Terra nasce com um propósito (ndr: um 'projeto' a realizar), mas, como resultado da sua entrada na terceira dimensão, um "véu" lhes obstrui as memórias do 'antes', assim diríamos. Às vezes se equivocam de caminho e tomam 'atalhos' não imaginados.

Tudo isto são coisas conhecidas por vocês, mas eu as relembro porque não tem sentido que se desesperem por coisas que estão acontecendo em certas partes do mundo. Todo mundo , de uma maneira ou outra, está sendo afetado por estes grandes eventos, pelos cataclismos. Ninguém está imune a isto, mesmo que fisicamente, nesses momentos, permaneçam em seu próprio lugar, pois, a energia que é liberada mediante estes cataclismos, é tão grande, mas tão grande, que cada ser humano se vê afetado, de uma forma ou de outra.

Mas o importante é que, quando isto os atinge, não pensem que 'estão doentes' . O que acontece é que, sim, estão realizando junto com Gaia, o grande parto para chegar à quinta dimensão.

Todos, absolutamente todos, estão envolvidos, embora muitos estejam dormindo. Há seres humanos que ainda ‘não querem saber' do que se passa, não querem tomar consciência, não querem se envolver. Para eles é mais fácil ficar de braços cruzados, e fazer-de-conta que nada está acontecendo. Eles se verão afetados, não há como evitar.


E para isso, necessitamos de vocês, os trabalhadores da luz, os faróis de luz, todos os que se comprometeram com o caminho da luz. Necessitamos da habilidade e da força de vocês para ajudar a estes humanos que vão se encontrar desorientados, sem saber onde se agarrar. É aí que vocês, com luz e amor, poderão ajudá-los para onde dirigir-se e o quê fazer.

Meus queridos irmãos humanos, irmãos lemurianos, enfim todos, absolutamente todos, enfrentem com amor e com luz o que virá, pois cada um se verá afetado, de uma forma ou de outra. Isto não é julgamento ou castigo, é o caminho que a Mãe Terra tem que tomar, para liberar-se de toda a escória acumulada durante eons de tempo.

Não se trata aqui de 'culpar' quem quer que seja. Isso já não tem sentido. O que foi feito, foi feito, e agora terá que ser limpo, e isso também diz respeito a cada um de vocês: vão para dentro de si e procurem por qualquer coisa 'entupida', alguma coisa 'mal resolvida', 'mal parada' e tragam-na para fora para poderem cuidar da sua 'limpeza'. Liberem-na e procurem envolver tudo em luz.

Vocês têm que amar a si mesmos, porque somente amando a si mesmos, são capazes de amar aos outros. Ninguém que tenha ódio em seu coração, mágoa ou rancor, pode amar ao próximo - isso não é real.

Amem-se a si mesmos para poder amar aos outros.

Mando-lhes todo meu amor, e toda minha luz. Eu Sou O Chanceler da Lemuria.

E Alexiis, alegro-me de que esteja em condições de receber mensagens fortes de novo. Necessitamos de você nas 'fileiras', portanto consiga tirar forças de onde você tem isso - tem-nas em seu passado, embora seu corpo físico esteja com problemas. Mas, como Alexiis, você é invencível.

Abençôo você. Logo nos veremos de novo.

Meu amor para todos.”


Obrigado Chanceler, nos veremos em Lemúria.

Alexiis
02 de abril, 2011
alexiis@speedy.com.ar


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Jesus Cristo - O Guerreiro da Verdade





JESUS CRISTO, O Guerreiro da Verdade


O Mestre da Submissão Adorado

Ao longo da história humana, tem havido religiões perseguidas, e tem havido religiões perseguidoras. A evolução da religião cristã ilustra bem esse fato.

Depois de sofrer perseguição durante algum tempo, em determinado momento o cristianismo é adotado e adaptado pelos poderosos e passa a ser uma religião de Estado, uma religião imperial baseada em Roma.

Foi a partir de então que generalizou-se gradualmente a aceitação de uma imagem de "Jesus Cristo" como o mestre da Obediência, da Resignação, da Passividade e da Submissão.

(Sugestão de leitura: GENERALIZAR É DEMONSTRAR AS SUAS LIMITAÇÕES. Generalizar é negar uma abertura ao novo, ao que desconhece. Quem generaliza julga, baseado apenas em seu conjunto de crenças e compreensões.)

Quando lemos os Evangelhos do Novo Testamento, no entanto, a idéia de um Jesus submisso e obediente cai por terra. Há ali evidências numerosas no sentido de que Jesus foi, na verdade, um Guerreiro da Luz. Ele desafiou as estruturas religiosas e sociais do seu tempo. Ele não criou nem mandou criar uma igreja centralizadora ou autoritária. Não adaptou-se às rotinas da sua época. Questionou-as todas.

A filosofia esotérica parte da premissa de que existe uma mesma sabedoria universal presente sob diferentes roupagens nas várias tradições religiosas e filosóficas da nossa humanidade. Por isso ela promove o estudo comparado de religiões. Para a filosofia esotérica, a figura de Jesus é mais do que um mestre que viveu um dia. A idéia de Jesus simboliza sobretudo a Energia CRÍSTICA ou Búdica que está presente e pode ser encontrada dentro de cada ser humano.

(Sugestão de leitura: A VOLTA DO MESSIAS. Ser consciente que a Energia Crística habita nosso interior, é ser consciente que a volta do Messias representa a reconexão com o Cristo vivo em Luz dentro do nosso coração e Sê-Lo.)

A palavra sânscrita “Buddh” significa luz espiritual, e “Buddha” ou “Buda” não é o sobrenome de Gautama, mas significa apenas “Iluminado”; entenderam? Assim, a luz Crística é a luz Búdica. Jesus é a voz da Alma Imortal, a voz da nossa consciência. A força do espírito não se apega à rotina automática dos velhos apegos. Ao contrário, a voz da alma 'questiona' as rotinas e as ameaças e por isso é perseguida, suprimida - e substituída pela obediência cega.
(Sugestão de leitura: A LUZ DE DEUS BRILHA EM VOCÊ. Apesar de todos os problemas que cada um carrega, todos portam a Luz de Deus em seu interior. Cada atitude em favor de si, faz brilhar essa Luz.)

De um lado é verdade que o nascimento da sabedoria crística ou búdica na alma humana traz paz interior. De outro lado, esse surgimento provoca externamente contraste, conflito, combate e luta.
Daí a necessidade de sermos guerreiros. Esse duro contraste corresponde ao que as grandes religiões chamam de “testes” e “provações”. Vejamos alguns trechos dos Evangelhos cristãos que servem como evidências disso.

Logo no início do evangelho de Lucas, ao profetizar sobre a futura missão de Jesus, Simeão anuncia:

Eis que esse menino foi colocado para a queda e para o soerguimento de muitos em Israel, e como um sinal de contradição ...” (Lucas, 2:33-35).

Sim, um sinal de contradição. Jesus é alguém que colocará as pessoas diante de escolhas difíceis.
(Sugestões de leitura: SITUE-SE e SALVE A CONSCIÊNCIA ETERNA Temos a liberdade, dentro do livre-arbítrio que rege a 3D, de escolhermos o caminho que vamos seguir, porém, todos que lêem os textos dos assuntos abordados aqui no MM e se reconhecem, e os compreendem perfeitamente, são conscientes de sua missão e o porquê de estarem aqui, portanto, a consciência é eterna e nossas decisões tem o peso da eternidade.FACILITE SUA LEITURA. Este pequeno texto tem dicas valiosas para quem está iniciando nas leituras e mesmo para quem já as lê há um bom tempo.)

Anos mais tarde, já maduro e armado com a Espada Sutil da Verdade e do Discernimento, o mestre Jesus aparece como um guerreiro. Em Mateus, 10: 34-39, ele alerta:

Não pensem que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa. Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. Quem acha a sua vida a perderá; quem, todavia, perde a vida por minha causa a achará.

Esta passagem tem uma forte correlação com algumas frases do livro do Êxodo, no velho testamento. Em Êxodo, 32:27-29, Moisés diz a seus seguidores, em nome de Jeová:

Cinja cada um a espada sobre o lado, e passe e torne a passar pelo acampamento de porta em porta, e mate, cada qual, a seu irmão, a seu amigo, a seu parente”.
O absurdo, do ponto de vista espiritual, é evidente. Uma leitura literal desta passagem não faz sentido, até porque um dos mandamentos de Moisés era “Não matarás”.

Na verdade, tanto na passagem de Jesus como na de Moisés, temos aqui a dura lição da Impessoalidade.
É preciso olhar com DESAPEGO para nossos vínculos pessoais mais íntimos. É aí que se dá um combate em que a espada da verdade é indispensável, um combate contra a falsa paz da rotina e da acomodação. Não se trata de entrar em conflito com as pessoas mais próximas a nós, e muito menos matá-las. Trata-se, isso sim, de combater e matar nosso próprio apego ou rejeição a elas.

(Sugestão de leitura: UMA PERGUNTA E MUITAS RESPOSTAS. Em meio a tantos testes e provações, o desapego pode ser considerado por muitos um dos mais dolorosos, até a compreensão do coração surgir com força que o Amor é livre de qualquer apego, e que compreender isso, é libertar quem amamos e a nós mesmos respeitando as escolhas e a alma de cada um. É o início da consciência do "Somos Todos UM" e da desconstrução dos valores de 3D enraizados em nós.)

Jesus não promete conforto. Ele anuncia uma vida dura e incômoda para quem quiser “tomar a sua cruz” – isto é, assumir seu próprio carma – e seguir o caminho da sabedoria e da alma imortal que ele, como Mestre, simboliza e sinaliza.

Em Mateus, 10:22 e 10:23, ele alerta:

E vocês serão odiados por todos por causa do meu nome. (...) Quando perseguirem vocês em uma cidade, fujam para outra. E se perseguirem vocês nesta, tornem a fugir para uma terceira.

(Sugestão de leitura: EM UNIDADE E VERDADE. A missão e a responsabilidade de divulgar os alertas, mesmo que para isso fique exposto a julgamentos e condenações de todos os tipos. Quem está em Verdade e Unidade, não fica na expectativa de comprovar os alertas para tomar uma posição. O recado continua sendo dado de todas as formas e muitos insistem em não ver o que está escancarado.)

A necessidade de transcender os apegos e rotinas pessoais aparece novamente em Mateus, 12: 46-50:

Falava ainda Jesus ao povo, e eis que sua mãe e seus irmãos estavam do lado de fora, procurando falar-lhe. E alguém lhe disse: ‘Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar-te.’ Porém ele respondeu ao que lhe trouxera o aviso: ‘Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?’ E, estendendo a mão para os discípulos, disse: ‘Eis minha mãe e meus irmãos. Porque qualquer que fizer a vontade do meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe.’ ”

O que é, precisamente, “Pai Celestial”? Para a filosofia esotérica, “pai celestial” é “Atma”, a Divindade no interior da Consciência de cada um. Não é uma autoridade externa. Jesus não construiu igreja centralizada. Ele não acreditava em autoridades externas à consciência humana.

(Sugestão de leitura: DESCUBRA QUEM É O SEU DEUS, DESCUBRA A SUA RAÇA ESTELAR. Se reconhecer nas leituras e ter conciência de sua missão, ter conhecimento da variedade das raças que existem em todos os Super Universos e constatar que todos somos chispas divinas que saímos da Fonte para qual vamos retornar. Ter uma visão desmistificada dessa incrível jornada é ficar mais próximo de Deus e de nossa Divindade interior.)

A pedagogia espiritual da filosofia esotérica vê dois aspectos essenciais no modo como o mestre Jesus ensina. Um é a autonomia do aprendiz, respeitada pela ausência de uma estrutura asfixiante de poder centralizado. Outro aspecto é a franqueza e a autenticidade do mestre.

Há, ainda hoje, uma certa religiosidade espiritualista de classe média segundo a qual Jesus Cristo é alguém incapaz de uma atitude áspera. De acordo com essa visão, não só Jesus, mas qualquer pessoa espiritualizada jamais pode ou deve colocar limites a quem age erradamente. E quando alguém o faz é imediatamente catalogado como “não-espiritual”, “pouco evoluído”, “insensível, “endurecido”, etc.

(Sugestão de leitura:
VERDADE, UNIDADE E LUZ. Imaginem usar uma linguagem amorosa para falar dos que se vestem em verdade, unidade e luz e cobram descaradamente em nome da Luz. Ficar em silêncio diante diante desses fatos expostos diariamente para não ser taxado e julgado, seria ser omisso e desonesto consigo.)

Não é isso, porém, que vemos em Marcos, 11:15-19.

O fenômeno da purificação do templo mostra um combate aberto entre a Sinceridade e a Hipocrisia. Diz o Evangelista:

“E foram para Jerusalém. Entrando ele no templo, passou a expulsar os que ali vendiam e compravam; derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. Não permitia que alguém conduzisse qualquer utensílio pelo templo; também lhes ensinava e dizia: ‘Não está escrito que a minha casa será chamada de casa de oração para todas as nações? Vocês, porém, a transformaram em covil de salteadores’. E os principais sacerdotes e escribas ouviam estas coisas e procuravam um modo de lhe tirar a vida, porque toda a multidão se maravilhava da sua doutrina. Ao chegar a tarde, saíram da cidade.”

(Sugestões de leitura: "DE GRAÇA RECEBEIS, DE GRAÇA DEVEIS DAR", KRYON E OS MERCADORES DO TEMPLO, MERCADORES NO TEMPLO II - OS OMISSOS E OS CO-RESPONSÁVEIS , SÉRIE: UMA CONVERSA AO PÉ DO OUVIDO - LIQUIDAÇÃO PARA A ASCENSÃO (6). O tempo linear passa e as práticas dos mercadores do templo continuam cada vez mais vivas e presentes. Tornou-se tão comum, que as pessoas desesperadas por algum tipo de salvação, nem questionam mais e não percebem que são cúmplices da sujeira. E assim como era, quem brada na denúncia das intenções óbvias, é, muitas vezes, incompreendido.)

É interessante observar que Jesus não usa meias palavras. Ele diz que o templo foi transformado em nada menos que um “covil de salteadores”. Assim, os mais notáveis sacerdotes passam a tramar sua morte. A conclusão, para nós – aprendizes da sabedoria antiga – é que o caminho espiritual é perigoso. Esse caminho estreito e difícil requer coragem, desapego e determinação.

Por isso a metáfora do caminhante espiritual como um Guerreiro faz todo sentido do ponto de vista da filosofia esotérica. E bem por que todos querem a vitória, os 'louros' os aplausos, mas "jamais" saber ou entrar em contato com sua própria verdade. Solicitam esclarecimentos e depois 'odeiam' os que respondem ou mostram soluções.

(Sugestão de leitura: TENTANDO ACORDAR AS VÍTIMAS DE SI MESMO. Só os que estão imersos no EGO e na ilusão repudiam as palavras duras e não vêem nelas o mais puro Amor.)

A dimensão guerreira de Jesus aparece com destaque em Mateus 23. Ali, ao longo de todo o capítulo, ele desafia abertamente os dogmas doutrinários dominantes em qualquer ocasião, e alerta contra a Hipocrisia Religiosa presente nas mais diferentes épocas. Vejamos um pequeno trecho desse sermão fundamental:

(Sugestão de leitura: COMPORTAMENTOS HIPÓCRITAS, CIÊNCIA E ESPIRITUALIDADE. Negar por negar é o comportamento típico de quem não ousa expor suas limitações por meio de perguntas. Perguntar é permitir-se abrir e não ter vergonha (limitação da mente/ego) de expor o que desconhece. Desafiar é ter consciência de sua posição.)

“... Guias cegos, que coam o mosquito e engolem o camelo! Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês limpam o exterior do copo e do prato, mas estes, por dentro, estão cheios de rapina e intemperança! Fariseu cego, limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo!” (Mt 23: 24-26)

E ainda:

Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês são semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundície! Assim também vocês exteriormente parecem justos aos homens, mas, por dentro, estão cheios de hipocrisia e iniquidade.” (Mt 23:27-28)

(Sugestão de leitura: 99% NÃO ACREDITAM EM DEUS E VIVEM O FALSO AMOR. A inércia refletida na insegurança dos que necessitam ver para crer, e que continuam mergulhados na hipocrisia a cada vez que revelam suas prioridades baseadas em suas justificativas. São estes que não conseguem confiar sem pedir sinais de comprovações.)

Sem qualquer preocupação diplomática ou apego por palavras exteriormente amáveis, o severo Mestre Jesus chama os hipócritas de “serpentes” e “raça de víboras” (Mt 23: 33). Antes, ele já os havia qualificado de“insensatos e cegos” (Mt 23: 17). A sinceridade, em Cristo, vale mais que a cortesia obrigatória e meramente diplomática. Ele sabia que a cortesia aparente, quando obrigatória, passa a ser uma casca externa que leva com frequência à falsidade e à ilusão.

(Sugestão de leitura: OS BICHOS ESCROTOS SAÍRAM DOS ESGOTOS. Ofender-se com palavras duras e diretas é uma das principais defesas do Ego que cresce cada vez que é machucado, mergulhando seu defensor no autovitimismo. Ser omisso aos comportamentos escancarados do ego, é ser conivente com as atitudes contaminadas e, principalmente, é ser desonesto consigo. O coração/alma vibra em Alegria a cada pancada que o ego leva e, ele sim, agradece em seu silêncio sufocado pelos gritos do ego que reverbera sua posição de fuga e acomodação.)

A encenação teatral da amabilidade e a necessidade de satisfazer às expectativas alheias a qualquer custo também provoca uma incapacidade de tomar decisões.

Por falta de convicção própria, muita gente empurra a vida com a barriga, posterga e evita a escolha de um rumo próprio. Essas pessoas avançam ou recuam de acordo com a maré, como barcos sem leme, ou como barcos em que não há ninguém ao leme.

(Sugestão de Leitura: FINALMENTE COMEÇARAM AS CATÁSTROFES. Todos enfrentam situações diárias em que são necessárias tomadas de decisões, mas na hora de decidir a favor de Si, muitos se mantêm na vibração que escolheram e arrastam isso da maneira que podem. Tentam compreender os eventos e tudo a sua volta de maneira racional, ou seja, com a mente/ego e esquecem-se do coração, o único capaz de trazer a real compreensão, livre da dualidade e de qualquer crença. O que buscam reflete exatamente no que vibram.)

Sobre a necessidade de fazer opções claras, Jesus afirma:

Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Vocês não podem servir a Deus e às riquezas.(Mt 6: 24)

O Apocalipse também condena fortemente a indecisão, porque ela impede o avanço ao longo do caminho. A consciência divina dirige essas palavras ao anjo de uma determinada igreja:

Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca.(Ap. 3:16)

(Sugestão de leitura: QUEM É VOCÊ E A SUA IMPORTÂNCIA NA TRANSIÇÃO PLANETÁRIA. Ter a consciência de quem somos em essência, impede a desculpa baseada na ignorância, pois já não podemos mais apelar para a falta de conhecimento. Reconhecer nosso lugar e missão faz com que cada indecisão pese e atrase nosso avanço em direção ao caminho de volta para Casa. Ser quem realmente É, e fazer a que veio sem esperar comprovações, é ser um agondonteiro e vibrar essa Luz aonde quer que vá.)

Em seguida o autor do Apocalipse justifica sua linguagem dura. Ele nos dá um exemplo vivo da
antiga e sábia tradição segundo a qual um verdadeiro mestre - ou um verdadeiro irmão - não fica preso a palavras externamente amáveis, mas, ao contrário, atua com rigor e sinceridade:

Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo. (Ap 3: 19)

Casa”, aqui, simboliza “alma”, consciência. A voz do espírito bate à porta da consciência do aprendiz.

(Sugestão de leitura: RECIPROCIDADE - AVISO IMPORTANTE. Quantas vezes a voz do espírito bate à porta da consciência, mas a lista de prioridades que justificam a estagnação da mesma vibração sufocante domina? Quantos até mesmo esquecem-se de respirar? O exterior suga e mergulha cada um nas suas ondas de lodo. Imaginem então quando se fala em compartilhar. O que pode restar?)

O mesmo rigor sem meias palavras entre companheiros do caminho espiritual emerge em numerosas outras passagens do Novo Testamento. Certa vez, Jesus vai em um barco com seus discípulos quando surge grande tempestade. Os discípulos despertam o mestre, assustados. Jesus repreende o vento, controla-o, e chama a atenção dos aprendizes:

Por que vocês são assim tímidos? Como é que vocês não têm fé? (Mc 4:40)

(Sugestão de leitura: DESCONSTRUÇÕES E INDEPENDÊNCIA DAS CANALIZAÇÕES. Livrar-se de pré-conceitos e pré-julgamentos antes de iniciar qualquer leitura é essencial para poder chegar à compreensão. Esta abertura é fundamental para o desenvolvimento e, com a capacidade de discernir sempre presente, a responsabilidade de cada um torna-se mais evidente. Ser independente das canalizações e desenvolver a própria mestria é ter fé em Si.)

Em outra ocasião, Jesus explica aos discípulos que será necessário que ele sofra muitas coisas. Ele será rejeitado pelos anciãos e pelos principais sacerdotes e eruditos religiosos, será morto e, depois de três dias, ressucitará. Ao ouvir isso, Pedro chama-o à parte e começa a discordar, tentando defender a lógica do mundo e da acomodação.

Marcos, 8, narra a reação do mestre à atitude de Pedro:

Jesus voltou-se e, fitando os seus discípulos, repreendeu a Pedro e disse: ‘Arreda, Satanás! Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.’ Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes:‘Se alguém quiser vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.

O contraste entre erro e acerto é claro. Aqui, vemos novamente a franqueza severa que é necessária entre irmãos de caminhada, ou entre mestre e discípulo. Jesus manda “negar a si mesmo e tomar sua cruz” para poder segui-lo.

(Sugestões de leitura: ABANDONAR À LUZ. Ter conhecimento do porquê de estar aqui encarnado neste planeta e neste período de transição, exclui qualquer desculpa por ignorância e as escolhas passam a ser conscientes. SÉRIE: UMA CONVERSA AO PÉ DO OUVIDO - ABANDONADO NA SUA LUZ (5). Estar ciente da missão que assumiu para estar aqui e não mover-se em sua direção, é não ter fé e amor a Si mesmo e é fracassar conscientemente. Quem não ajuda a Si e não se abandona à luz, não é capaz de ajudar ninguém.)

“Tomar a sua cruz” significa assumir o seu próprio carma. É aceitar plena responsabilidade por sua vida. É não rejeitar ou apegar-se a circunstâncias desagradáveis ou agradáveis, mas fazer o que é correto, plantando o bem e a verdade que se deseja colher um dia.

(Sugestão de leitura: ALGUM VENENO ANTIMONOTONIA. Assumir a responsabilidade por nossos atos é constatar que temos habilidade para cumprir esta missão, não importa qual dificuldade possa se apresentar. É saber que ninguém, nem nenhuma circunstância são culpados por nosso fracasso ou glória. É confirmar que manter-se em numa posição e vibração é uma escolha consciente. A cada segundo temos a oportunidade de mudar, pois somos responsáveis por nosso Estado de Espírito, por nossa vibração e por nossa Luz acesa ou não.)

Porém, qualquer um de nós pode muito bem pensar:

Essas diversas atitudes severas de Jesus são atípicas. O Jesus autêntico é aquele de Mateus, 5: 38-45 – o Jesus do Amor Incondicional.”

Realmente, há uma forte contradição entre as atitudes severas e as atitudes suaves de Jesus. Seria isso um sinal de incoerência do Mestre? Não. Na verdade, devemos aceitar que a atitude espiritual não é como o samba de uma nota só. Coerência não é sinônimo de imobilidade emocional. O peregrino maduro tem discernimento para saber quando deve ser firme (nas questões essenciais) e quando deve ser flexível (nas questões secundárias).

(Sugestão de leitura: RESPONSABILIDADE É PARA POUCOS E UM DEVER DE TODOS.
Deparar-se com tantos absurdos e ficar em silêncio, é escolher ser omisso. A responsabilidade de cada um discernir diante de um caminho sinuoso com tantos absurdos envolvendo canalizações, canalizadores e tradutores, também deve partir de quem publica este material e ajuda a disseminar, muitas vezes, a confusão.)

Falando sobre a vingança, por exemplo, o mestre afirma:

Você ouviu o que foi dito: ‘Olho por olho, dente por dente’. Eu, porém, digo: ‘não resista ao perverso, mas, a qualquer um que ferir você na face direita, ofereça também a outra face; e ao que brigar com você e tirar-lhe sua túnica, deixe-lhe também a capa.” (Mt 5: 38-40)

(Sugestão de leitura: SE EU QUISER FALAR COM DEUS. Compreender os ensinamentos com o coração nos liberta de interpretaçãoes baseadas nos conceitos duais da 3D.)

Esses parágrafos não significam que o bom cristão deve apegar-se, masoquisticamente, a todo e qualquer ato de injustiça cometido contra ele, buscando a sua repetição e o seu aprofundamento.

Isso não seria amar nem respeitar os seus inimigos. Como sabemos, não é bom carma para nossos inimigos fazer injustiças contra nós. Portanto, se quisermos ajudá-los, devemos evitar que eles insistam em atropelar nossos direitos.

O que se planta se colhe. Todo aquele que faz injustiça contra alguém está chamando desgraças para si. Se respeitamos e queremos o bem dos nossos adversários, devemos, na medida do possível, tomar medidas para evitar que eles cometam injustiças ou agressões gratuitas contra nós ou contra quaisquer seres.

(Sugestão de leitura: SÉRIE: UMA CONVERSA AO PÉ DO OUVIDO - ARMADILHAS NO CAMINHO (7). Quem trilha este caminho encontra muitas armadilhas pela frente. Podemos ficar um tempo preso em uma delas e só depois dar-nos conta e, assim, cada uma vale como aprendizado. Os lobos disfarçados de cordeiros estão e sempre estiveram à solta, portanto, a responsabilidade de reconhecer e conseguir livrar-se deles, é de cada um. Se manter preso na armadilha por vergonha de assumir que foi enganado é distanciar-se de sua Luz.)

Na verdade, o significado dos versículos acima é que o aprendiz deve abster-se de toda vingança ou retaliação pessoal contra aqueles que o agridem. Coincidindo com esse trecho do Novo Testamento, a filosofia esotérica oriental deixa claro que a busca de vingança é proibida, no sentido das perdas, irá comprometer tudo já realizado e conquistado. Então, a todo aquele que pretender trilhar o caminho espiritual, Abnegação e Devotamento, sempre. Mas o estabelecimento de relações justas e baseadas no respeito mútuo é igualmente essencial para uma boa caminhada.

Examinemos agora outro trecho do ensinamento de Jesus que tem sido usado à exaustão para justificar, erradamente, a repressão neurótica da diversidade e a aceitação ilegítima da injustiça.

Jesus afirma no evangelho de João:

Dou um novo mandamento a vocês: que vocês se amem uns aos outros. Assim como amei a vocês, que também amem uns aos outros. Nisto conhecerão todos que são meus discípulos: se tiverem amor uns aos outros.(Jo 13:34-35)

Essa afirmação é absolutamente central. Ela corresponde também a um axioma multi-milenar das escolas esotéricas dos Himalaias: o Apoio mútuo entre co-discípulos é muito mais do que um desejo meramente emocional. Constitui uma condição Indispensável para o verdadeiro aprendizado sobre a essência da vida.Sem isso, não há eficiência no ensino, nem no aprendizado.

Devemos lembrar, no entanto, que pouco antes Jesus alertara para o fato de que havia um traidor, havia um Judas, entre os seus discípulos mais próximos (Jo 13:21-27).

Mas, o que é um Judas?

Um Judas é apenas uma variedade mais perigosa daqueles sepulcros caiados que vimos acima, e que são puros e leais por fora, mas podres mal-cheirosos por dentro (Mt 23).

Assim, Rigor e Afetividade andam juntos e são Inseparáveis, quando se trata de caminho espiritual. Nisso, o Novo Testamento é perfeitamente coerente com a tradição esotérica oriental.

O caminho do meio que dá harmonia e produz equilíbrio entre os dois extremos de total rigor e total flexibilidade não é a combinação infeliz de um “meio rigor” com uma “meia flexibilidade”. O caminho do meio consiste em ter total rigor, nas questões centrais e essenciais, e total flexibilidade, nas questões secundárias. Naturalmente, é necessário ter DISCERNIMENTO para saber diferenciar o secundário e o essencial, e resistência para atravessar as inevitáveis tempestades. O caminho espiritual só pode ser trilhado se houver uma boa dose de persistência, e também de indiferença à dor pessoal.
(Sugestão de leitura: O CARMA COLETIVO E SUA PARCELA DE CULPA. Cada ato nosso reflete no Universo, pois somos responsáveis pela vibração dos pensamentos que emitimos e pelo modo como agimos. Toda as nossas sujeiras são absorvidas pela terra de nosso planeta e as consequências são os tumores que eclodem como fenômenos da natureza. A persistência e o abandono de crenças e apegos são os passos que cada um só pode dar por si mesmo.)

O Rigor e a Boa Vontade são, pois, como dois pés para nossa caminhada. Não há motivo para pular em um pé só. O caminho do meio se abre diante de nós quando aprendemos a combinar conscientemente o uso dos dois hemisférios cerebrais, o analítico e o sintético.

O peregrino experiente faz como as árvores, que crescem com flexibilidade nas folhas (o secundário) e com firmeza no tronco (o essencial). Quando afirmamos a afetividade (conforme Jo 13: 34-35), devemos examinar a nós mesmos e examinar nossos relacionamentos, para ver se eles estão livres da hipocrisia, da astúcia e das segundas intenções (conforme Mt: 23). Ao mesmo tempo, quando combatemos a falsidade, devemos examinar nossos sentimentos para ver se está preservada neles a boa vontade.

(Sugestão de leitura: CONVENIÊNCIA - LIVRE-SE. A conveniência surge revestida pela hipocrisia para defender as intenções que justificam uma aparente mudança de atitude. Esta arma sem vergonha é utilizada de várias formas e sob diversos pretextos que só faz a pessoa afundar cada vez mais na auto-enganação.)

A Franqueza não deve destruir o Afeto, nem o Afeto abandonar a Verdade.

Porque Amor é a Verdade, quando ela se expressa no plano Emocional; assim como Verdade é o Amor, quando ele se expressa no plano Mental.

Mente e Emoção são Inseparáveis. Verdade e Amor são uma coisa só.








Fonte:
Minha Mestria

Hierarquia Cósmica 1 - OS CAMINHOS

Nota: Para este conteúdo ser compreendido corretamente, faz-se necessário "dissociar" algumas palavras às crenças e religiões. Ex: Paraíso e Satânia



AS 5 REVELAÇÕES À HUMANIDADE

1. Dalamátia – ~500 mil anos
2. Jardim do Éden – ~38 mil anos
3. Melquisedeque de Salém – ~4000 anos
4. Ensinamentos de Jesus – 2014 anos
5. Livro de Urântia - 74 anos


(nada é associado às religiões e crenças)




Terra (Urântia)
Nº 5 342 482 337 666
no registro do Paraíso;

Situa-se no Sistema de Satânia;

Constelação de Norlatiadeque;

Universo Local de Nébadon; e

Superuniverso Orvônton
















• Constituição da Existência

1. Corpo
2. Mente
3. Espírito
4. Alma
5. Personalidade

• Nascimento

• Vida

• A chegada do Monitor
• O nascimento da alma
• Os 7 círculos cósmicos

• Morte

• Morte física
• Morte intelectual
• Morte espiritual






• O sono da morte total inconsciência incomunicável

• A ressurreição ao 3º período
ressurreição milenar
dispensação planetária

• Outras dispensações
há 500 mil anos
há 38 mil anos
há 2 mil anos






• Os 7 mundos das mansões

1. Correção de deficiências
2. Eliminação de conflitos
3. Realizações sociais
4. Apreciação mútua do amor
5. Consciência cósmica
6. Fusão com Ajustador
7. Nova adoração

• O berçário probatório

• Adoção de filhos






• Jerusém

• Edêntia

• Sálvington






JERUSÉN

Sede do Sistema de Satânia.

Clima e iluminação controlados artificialmente

Temperatura ao dia: 20°C; à noite: 10°C

Atmosfera de 3 gases




Rodeada por 7 satélites com 7 sub-satélites cada um.
Os sub-satélites do mundo de nº 1 são os mundos das mansões.




EDÊNTIA



Sede da Constelação de Norlatiadeque, é rodeada por 70 satélites (imagem), com os sub-satélites que somam um total 490 esferas de socialização e aprendizado.



SÁLVINGTON




Sede do universo local de Nébadon;

Residência oficial de Cristo Miguel;

Rodeada por 490 esferas que se dividem em grupos de 10;

É a sede central de 10 milhões de mundos
.





• U-Menor, a Terceira

Sede central do setor menor – Ensa, a capital de 1 bilhão de mundos.

Cercada por 7 esferas de estudos físicos superiores da vida ascendente.

• U-Maior, a Quinta

Sede central do setor maior – Esplandon, a capital de 100 bilhões de mundos.

Cercada por 70 esferas de instrução intelectual avançada.

• Uversa

Sede central do superuniverso Orvônton.




UVERSA



Cercada pelas 7 universidades do aprendizado espiritual avançado. Cada universidade é composta por 70 mundos de especialização, devotados à instrução universal e à cultura espiritual.





• Havona
Nesta vida inicial és apenas uma criatura de carne e sangue. Mas ao cruzar o portal da morte tornar-se -á um ser moroncial, passando por todas as sedes administrativas do universo local;
Ao ingressar o aprendizado nas capitais do superuniverso serás transformado em espírito de primeira etapa;
Porém somente depois de chegar aos mundos de recepção de Havona, dar-se-á o início à educação espiritual;
E somente após a chegada ao Paraíso tornar-se-á um espírito perfeccionado.




UNIVERSO CENTRAL E ETERNO DE HAVONA



1 bilhão de esferas de perfeição sublime, divididas em 7 circuitos, rodeados por enormes corpos escuros que funcionam como um escudo de proteção.





• Paraíso

O último repouso foi desfrutado, o último sono foi experienciado, porque ao despertar para a VIDA PERPÉTUA não haverá mais sono, não haverá mais noite, nem dor, nem sofrimento.

Todas as coisas já passaram, eis que tudo se fez novo!

Todos esses mundos, todo o estudo, todo esse tempo, foram vencidos.

A meta foi alcançada!

Então esse ser ascendente tornar-se-á parte do Corpo da Finalidade.




O PARAÍSO



O centro eterno do universo dos universos, a morada da DEIDADE.

É o maior corpo físico da criação universo.

Ocupa um local físico no universo, mas não depende do Espaço nem do Tempo.

Todas as criaturas dos 7 superuniversos ocupariam apenas 4 % da área reservada.


“A profundidade da beleza espiritual e as maravilhas desse magnífico conjunto estão além da compreensão da mente finita das criaturas materiais. A glória e o esplendor espiritual da morada divina são inacessíveis à compreensão dos mortais.”



Um resumo da carreira de ascensão ao Paraíso

 O planeta de origem.

 Os 7 mundos das mansões.

 Jerusém – sede do sistema Satânia.

 Os 70 satélites que rodeiam a sede da constelação.

 Edêntia – sede da constelação de Norlatiadeque.

 As 490 esferas que orbitam a capital do universo local.

 Sálvington – a sede do universo local de Nébadon.

 As 7 esferas ao redor da capital do setor menor.

 U-Menor, a Terceira – sede central do setor menor de Ensa.

 As 70 esferas ao redor da capital do setor maior.

 U-Maior, a Quinta – sede central do setor maior de Esplândon.

 Os 490 universitários que rodeiam a sede do superuniverso.

 Uversa – sede central do superuniverso de Orvônton.

 1 bilhão de mundos - o Universo Central de Havona.

 O Paraíso

1141 esferas + 1 bilhão




ANIQUILAMENTO - A SEGUNDA MORTE



Mal – potencialidade do erro

Pecado – conflito entre verdade e falsidade; o livre-arbítrio pode levar ao pecado ou à retidão.

Iniqüidade – a escolha contínua, consciente e deliberada do mal conduz à iniqüidade.

O aniquilamento é a conseqüência inevitável para o erro e a rebelião deliberados; é a perda da existência; a segunda morte.




ETAPAS POSTERIORES

Possibilidades futuras para um Peregrino Ascendente:

1. Manter-se nas redondezas do universo local, caso fusione-se com o fragmento do Espírito;

2. Manter-se no superuniverso, caso fusione-se com um fragmento do Filho;

3. Tornar-se um residente do Paraíso e fazer parte do Corpo da Finalidade caso fusione com um fragmento do Pai, o Ajustador;

4. Tornar-se um Filho Trinitarizado, se abraçado pela Trindade;

5. Tornar-se um Mensageiro Poderoso, se perfeccionado por um teste definitivo e irrevogável de fidelidade ao Pai;

6. Tornar-se um Elevado em Autoridade, se demonstrarem capacidade superior de administração e gênio executivo extraordinário.

7. Entre outras diversas possibilidades.





Este trabalho utiliza citações do Livro de Urantia © 1955 Urantia Foundation
533 Diversey Parkway, Chicago, Illinois 60614, (001773) 525-3319, http//www.urantia.org
Todos os direitos reservados.
www.urantia.org
www.urantia.com.br
www.elub.com.br

Fonte: Minha Mestria