segunda-feira, 25 de abril de 2011

Base Dulce

dulce1Dulce é uma pequena cidade ao norte do Novo México. Não é um local de veraneio e não tem grande movimento. Mas, segundo forasteiros, abaixo da mata fechada "Archuleta Mesa", há um segredo ligado à governo-alienígenas, encarregados de executar experimentos bizarros em humanos e animais. Gave Valdez (policial), Manual Gomez (dono de um rancho) e Howard Burgess (cientista aposentado) ficaram curiosos a respeito de como o gado estava sendo selecionado para as mutilações (que estavam ocorrendo com muita frequência na região).
Então, eles encurralaram 120 cabeças de gado de corte de Gomez e as moveram através de uma rampa estreita sob luz ultravioleta.
Eles descobriram uma "substância brilhante no pescoço, na orelha e na perna direita". Exames feitos na pele atingida mostram depósitos significativos de magnésio e potássio (esse 70 vezes acima do normal).

Thomas (ex-oficial de segurança da base Dulce) afirma que haviam mais de 18.000 pequenos "cinza" na Instalação de Dulce, e que ele viu humanóides reptíleos. Um colega ficou frente-a-frente com um reptóide de 2m o qual se materializou em sua casa. Thomas tinha uma autorização Ultra-7 (ele conhecia 7 subníveis, mas poderia ter mais).


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Supostamente, a maioria dos aliens estão nos níveis 5, 6 e 7, com habitação alienígena no nível 5.  O único aviso em inglês era um sobre uma estação de trem, onde se lia: "Para Los Alamos". Conexões iam de Dulce para Page, instalação do Arizona, então para a base subterrânea abaixo da Área 51, em Nevada. O resto das mensagens estão escritas em linguagem alien e num sistema de símbolos compreendido por humanos e alienígenas. Ainda segundo Thomas, após o 2º nível cada pessoa é pesada (nua), recebendo então um uniforme. Visitantes recebem um traje completamente branco, com zíper. O peso da pessoa é colocada num cartão de identidade feito no computador a cada dia. Qualquer mudança no peso é anotada; se ultrapassar 3 libras, um exame físico e raios-x são pedidos.
Tudo (até os elevadores) são controlados por magnetismo, até mesmo a iluminação. Não há lâmpadas normais e os túneis são iluminados por unidades fosfóricas. Alguns túneis profundos usam uma forma de anidrido fosfórico para iluminar temporariamente certas áreas. Por razões desconhecidas, os aliens não se aproximas destas zonas.
As espécies Cinza e reptóide são altamente analíticas e possuidoras de grande tecnologia. Elas tiveram conflitos com os humanos nórdicos em outras sociedades espaciais. Segundo Thomas, o chefe dos experimentos genéticos de Los Alamos e Dulce é Larry Deaven.

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Níveis da Base Dulce:
    Nível-1: garagem para a manutenção da rua;

    Nível-2: garagem para trens, naves, máquinas de furar e manutenção de discos;
    Nível-4: estudo de aura humana, telepatia, sonhos e hipnose. Thomas diz que eles sabem como separar o corpo bioplasmático do corpo físico, e colocam uma matriz de força de vida de "entidade alienígena" dentro do corpo humano, após remover a matriz de força de vida da "alma" do humano;
    Nível-6: particularmente chamado "Salão do Pesadelo". Aqui nós temos laboratórios genéticos, onde são feitos experimentos em focas, peixes, pássaros e camundongos, que tem seus corpos amplamente alterados. Há humanos com multibraços e multipernas. Jaulas, tanques, com criaturas humanóides com aparência de morcego, com 2,30m de altura;
 Nível-7: Filas e filas de milhares de humanos, restos de misturas humanas e embriões de humanóides mantidos em armazenamento frio. Foi quando Thomas viu isso que as coisas para ele atingiram o clímax; ele diz: "Eu frequentemente encontrava humanos em jaulas, geralmente tontos ou drogados, mas às vezes eles choravam ou imploravam por ajuda. Nós fomos avisados de que eles eram irremediavelmente insanos e envolvidos em teste com droga de alto risco, a fim de curar a insanidade.". Thomas também alertou de que os et's não querem a terra, o ouro, os minerais ou a água que possuímos, nem mesmo a vida humana ou animal. O que os aliens querem é o poder magnético que move a Terra. Eles colhem essa força magnética de um modo desconhecido para nós.

O Relatório Dulce de Jason Bishop



Na primavera de 1990 o pesquisador “Jason Bishop” enviou cópias do  seguinte relatório para uns poucos e selecionados investigadores, e mais tarde deu permissão para o relatório ser distribuído para uma mais ampla audiência. O transcrito, intitulado : “ LEMBRANÇAS E IMPRESSÕES DE UMA VISITA A DULCE, NOVO MÉXICO, EM 23 E 24 DE OUTUBRO DE 1988” – é inteiramente reproduzido abaixo:
“Depois da chegada fui apresentado ao Dr. John F. Gille, de naturalidade francesa.  O Dr. Gille tem um  PhD em Matemática/Física da Universidade de Paris. He trabalhou muito estritamente com o governo Francês sobre o fenômeno UFO naquele país.  (Nota: Tem havido muitos relatos sobre os vários anos passados que alegam que o governo francês tem trabalhado estreitamente e muito secretamente com uma raça benevolente de alta tecnologia, de tipo “escandinavo” que tem colonizado um planeta no sistema relativamente próximo de Wolf 424. Fotografias da nave utilizadas por estes humanos tem sido tiradas em várias partes do mundo, mostrando um emblema que se assemelha a um H com uma barra extra vertical, no meio da barra horizontal do H. Muito tem se escrito, principalmente em publicações francesas do contato com estes seres, que supostamente vivem   em um planeta chamado “Ummo” e portanto são conhecidos como  Ummitas.
O aviso contra os Greys predadores que tem sido encontrados pelos abduzidos UFO e os  Ummitas que supostamente trabalham com uma outra sociedade  humana em “Vega” que  -- como os próprios  Ummitas – afirmam laços ancestrais com civilizações pré históricas perdidas da Terra. Muita informação técnica tem sido incluída nos relatos dos contatos “Ummo”  e embora seja incerto que parte John Gille possa desempenhar neste cenário, ele sem dúvida está consciente das narrativas “Ummo” - Branton).
“Ele me disse , continua,” Bishop, “que não tinha trabalhado neste campo escolhido por 15 anos, havendo devotado todo o seu tempo a pesquisa de UFOs. Dr. Gille é um homem decidido, amigável. Ele não tem reservas em expressar seus pontos de vista sobre a matéria. Ele mantém várias crenças que fazem fronteira com o paranormal. Dr. Gille tem com ele sua esposa, Elaine. Minha visão pessoal sobre ele é de extrema cautela. Até que o conheça melhor, sinto que devo ser muito cuidadoso.
“Edmound Gomez é um rancheiro. Seu rancho fica a 13 milhas a oeste de Dulce (Nota: Relatos de outras fontes dizem que é a leste de  Dulce, mas seja qual for o caso é seguro dizer que fica a 13 milhas de Dulce - Branton). De 1975 até1983 o rancho de  Gomez foi o cenário da maioria das mutilações de gado que ocorreram na área norte de Novo México/ sul do Colorado (que é a maior concentração de mutilações Branton). Ele me contou que sua família vive na área de  Dulce há 111 anos e que com o resultado das mutilações eles perderam $100.000 em gado durante um período de  anos. Um dos caso ocorreu a apenas 200 jardas atrás de sua casa. Ele me mostrou a área.

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“Edmound foi muito aberto e discutiu comigo os vários casos de mutilação que tem ocorrido em seu rancho e aqueles de outros. Quando voltávamos de uma viagem a montanha, ele me convidou até a sua casa onde ele partilhou comigo várias fotografias, recortes, cartas, etc. relacionados ao caso. Ele me emprestou várias fotografias aéreas da Área do Monte Archuleta. Eu espero ser capaz de examiná-las com técnicas de intensificação.
“Edmound também me disse sobre muitas vezes que tropas de pronto emprego tem percorrido a área. Algumas destas tropas foram encontradas em áreas que onde só se pode ir com veículos de tração nas quatro rodas ou a pé. (este é um terreno muito acidentado). Estas tropas também foram localizadas em locais onde só os apaches tem permissão para ir. Quando a relatada aeronave experimental caiu em 1983, havia centenas de tropas, armadas até os dentes na área relatada. Quando se aproximavam, as tropas corriam e desapareciam.
“Os participantes da expedição ao Mt. Archuleta eram: Gabe Valdez, Edmound Gomez, Dr. John Gille, (um nome deletado), Manuel Gomez (o filho de Edmound), Jeff e Matt  Valdez (filhos de Gabe). Por causa da posição de Gabe como chefe da Polícia Estadual em Dulce e  Edmound sendo uma parte da comunidade, tivemos permissão para subir a montanha. Ela se localiza na Reserva Apache.
“Nós partimos mais ou menos as 14:30 hs, de Domingo, 23 de outubro de 1988. Usamos a pickup de tração nas quatro rodas de  Gabe” para alcançar a montanha. A estrada era incrivelmente difícil. Por uma vez tivemos que escavar o lado da montanha para permitir que o caminhão passasse. Mais ou menos às 17:30 hs chegamos ao proposto local de acampamento. Era uma área relativamente plana mais ou menos a 300 jardas do pico do Mt. Archuleta.
“Gabe e Edmound Both me contaram que em  1978 houve um acordo entre os índios Ute (Colorado) e o governo federal. Este acordo consistia em que a nação  Ute recebia todo o território agora ocupado ao longo da fronteira do Novo México e Colorado com a concordância explícita que eles proibiriam, permitiram, estritamente, que se entrasse nas  fronteiras de seu território.  Portanto, não é possível até  mesmo atravessar a Reserva Ute sem uma permissão especial dos Líderes Tribais.  Se você for pego sem esta permissão, você está sujeito a pagar uma multa, ser preso e expulso. Agora existe uma estrada que se dirige a área de Archuleta que atravessa a reserva. Ela é patrulhada pelo Serviço Florestal Indígena (Nota: há relatadamente uma base periférica, ligada a “Dulce”, dentro das montanhas UTE do sudoeste do  Colorado -Branton)

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“As 19: 51 hs. Todos nós sete localizamos uma luz muito brilhante vindo do noroeste em  alta velocidade. O objeto parecia-se com um bumerangue com um luz muito brilhante exatamente abaixo de sue centro (uma fonte não relacionada a este episódio afirma que os bumerangues são relacionados a Marte – possivelmente ligados ao cenário de ALTERNATIVA 003 - Branton). A luz era branco brilhante, azul e verde. Quando se aproximou, ficou mais devagar (obviamente sob controle inteligente), parecendo inverter a sua direção, finalmente parando. Quando parou, um chuveiro era o que parecia ser os fachos emitidos de cada extremo do bumerangue, e então começou a seguir em frente em velocidade muito alta.  Tudo isto ocorreu em aproximadamente 10 a 15 segundos. Nós tentamos tirar uma foto do objeto mas não conseguimos.
    “Mais ou menos as  22:00 horas subimos o monte Archuleta e ficamos observando por uma hora e meia. Nós podíamos ver o canyon pela luz da lua. Esta parede de canyon é onde Paul Bennewitz (proeminente e bem conhecido físico e investigador UFO ) afirmou que uma base “alien” está localizada e que durante a noite suas naves são vistas entrando e saindo por aberturas de cavernas nas paredes do penhasco. Durante essa nossa estada no pico, vimos duas luzes muito brilhantes sobre as paredes do penhasco na localização exata onde Paul tinha dito que as aberturas estavam. Não há estradas no penhasco.
A luz apareceria repentinamente e então iria enfraquecendo por um período de tempo até que você não possa mais vê-las. Neste momento, também ouvimos vozes que soavam como transmissões de rádio. As vozes não eram inteligíveis mas elas estavam mesmo lá. O mesmo padrão de luz foi visto por mim e por Edmound Gomez quando sentamos no penhasco... mais ou menos a uma hora da manhã. Também ouvimos vozes. Em um dado momento pensamos estar ouvindo o barulho de caminhões mas não estamos certos quanto a isto. Depois das 2 horas da manhã, não ocorreram mais avistamentos ou sons.
“Na Segunda feira, 24 de outubro de 1988 o grupo inteiro subiu ao pico uma vez mais. Nós estávamos procurando evidências sobre o que teria sido uma queda de uma nave experimental da Força Aérea em 1983. Esta queda foi noticiada nos jornais por dois dias como se se tratasse de um pequeno avião e então foi esquecida. Havia rumores que a tal nave poderia ser um UFO, pilotado por americanos. Nós queríamos provar que de fato houve uma queda por lá e também encontrar alguma evidência física.


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“Dr. Bennewitz relatou que a nave tinha passado de raspão sobre uma grande árvore em sua descida, ganhou altitude, sobrevoou o pico do monte Archuleta, (e) atingiu uma terceira árvore no vale, ao norte do pico. E então haveria caído no solo, balançado duas vezes e parado. Encontramos as árvores como foram relatadas por Bennewitz. Elas estavam todas em alinhamento umas com as outras e o local final de repouso. A primeira árvore tinha por volta de 40 polegadas de diâmetro. Tinha sido atingida por volta de 30 pés acima do solo. Não havia sinais de fogo. Eu retirei amostras desta árvore para a analise. As duas outras árvores eram menores (tinham aproximadamente 12 e 20 polegadas de diâmetro). Nestas árvores menores havia evidências de fogo e  também retirei amostras destas árvores.
Entre a Segunda e a terceira árvore achamos grandes pedaços do que parecia ser parte da primeira árvore. Um pedaço estava queimado enquanto que o próximo a ele não tinha sido queimado. Amostras foram retiradas. Enquanto se procurava por evidências físicas, uma caneta padrão de ball-point foi encontrada. Este é o mesmo tipo usado pelo governo americano mas também pode ser adquirido pelo público em geral. É estranho encontrar uma coisa destas em um lugar tão remoto como aquele canyon. A suposta área de queda mostrava uma grande área semicircular com vegetação nova. A área acima desta área semi circular estava coberta também de vegetação. Tiramos amostras do solo desta área.
“Minhas impressões sobre esta excursão se misturavam. Eu acreditava firmemente que alguma coisa de fato estava acontecendo nesta área. Mas o que, não sei de fato. Talvez haja mesmo uma base lá. Talvez seja conjuntamente operada por aliens e o governo, como afirmou John Lear. E então, novamente, poderia ser uma base americana tão super secreta que nem mesmo teria cercas para não levantar suspeitas. E de novo eu não tinha certeza de nada. Tenho que verificar as evidências das amostras que tomamos e vimos definitivamente que tudo aponta para o fato de algo realmente está acontecendo naquela área..”


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Fonte: O Arquivo

domingo, 24 de abril de 2011

Conversando com os Reptilianos

INTRODUÇÃO



"Quem procura acha”. Esse foi o meu lema de vida. Nunca acreditei em pessoas que quiseram me meter medo com relação à ufologia, especialmente no que se refere às vigílias ufológicas, que são basicamente sair à noite em lugares isolados para observar os céus e as matas, aguardando um evento incomum. Isso pode parecer algo fácil de fazer, mas tive dificuldades gigantescas para encontrar um grupo de pessoas dispostas realmente a fazer isso. Ao longo de muitos anos, encontrei vários grupos ufológicos que eram basicamente de pesquisa, grupos que lêem textos dos grandes autores, vêem vídeos sobre assunto e falam sobre isso. No máximo, esses grupos investigam ocorrências esporádicas ocorridas com outras pessoas que por algum motivo esbarraram no fenômeno ufo, ou que alegam ter sido abduzidas sem ter tido qualquer interesse prévio pelo assunto.

A maioria dos grupos ufológicos que conheci raramente ou nunca faz vigílias ufológicas. Eles em geral não acreditam que seja possível de alguma forma conjurar, atrair para si o fenômeno,como se ver um ufo ou ser abduzido fosse um fenômeno totalmente casual, como a queda de um meteorito ou a passagem de um cometa, algo da natureza, algo que acontece, e especialmente, algo raro que acontece a uns poucos. A maioria dos entendidos no assunto não sente que o ser humano possa de alguma forma atrair isso para sua vida. Mas eu nunca aceitei isso.

Além do mais, nos últimos anos, a ufologia, especialmente a norte-americana, começou a enveredar para uma visão pessimista do tema, fundamentada nos relatos de ETs cinza, os "grays’, que estariam pegando pessoas aos milhares para forçá-las a participar de um programa de reprodução ou hibridização humano-et de motivação egoísta e detestável, na visão da maioria dos pesquisadores por lá. Esse programa, segundo tais pesquisadores, à frente deles os famosíssimos David Jacobs e Budd Hopkins, não traria aparentemente nenhum benefício ao ser humano, constituindo uma agenda que beneficia unicamente os extraterrestres em seu ensejo de criar talvez uma raça escrava, ou de perpetuar seus próprios genes decadentes, ou qualquer outra motivação igualmente inútil para o homem terrestre.

Por tudo isso, a vigília ufológica caiu de moda. Essas vigílias ufológicas que, nos anos 50, 60 e 70 pareciam tão excitantes passaram a ser vistas como um flerte com a morte e com o mal personificado na figura de ETs quase sempre negativos e mal-intencionados.

As pessoas começaram mesmo a evitar estar em áreas rurais escuras à noite justamente porque tinham sido avisadas das horríveis coisas que acontecem àqueles que são pegos pelos seres extraterrestres. Era a nova fase da ufologia, a fase do "medo de ET”, que predomina hoje.

Atualmente, tendo finalmente encontrado um grupo de imprudentes que ainda faz a famigerada “vigília ufológica”, sou perguntado: "-Mas você não sabe no que isso vai dar,o que vai acontecer com você se você continuar assim?"E isso vem da parte de indivíduos que se consideram interessados e entendidos no assunto! Um deles chegou mesmo a dizer: "-Você tem mesmo sorte de ainda estar vivo, eles comem gente...” E coisas assim. Mas eu pertenço a um grupo onde ninguém morreu por fazer vigílias ufológicas, garanto.

Outro problema é que a vigília ufológica geralmente é frustrante. Ísis (pseudônimo), a líder do grupo do qual participo compara uma vigília infrutífera á uma pescaria mal-sucedida, que ela chama de “dar banho em minhocas”. É uma sensação entediante, e a maioria das pessoas, quando dispostas a fazer uma vigília ufológica,espera chegar e arrasar. Elas querem ter sucesso logo na primeira ou na segunda vez. Elas não estão dispostas a perder tempo. Poucos persistem. Relatos de encontros magníficos com Ashtar Sheran, o belo ET nórdico capitão de uma grande nave e outros relatos e filmes de ficção científica alimentam a imaginação dessas pessoas que esperam demais de uma situação de vigília ufológica. A triste verdade é que muitas vezes, não acontece absolutamente nada. E a maioria desiste mesmo após algumas poucas vigílias.

Assim como acontece com os pescadores, os grupos de vigília ufológica acabam desenvolvendo crenças e superstições, por que ambas as atividades dependem aparentemente de sorte. Eu tentei de tudo para estimular a ocorrência de avistamentos ufológicos. Tudo que pudesse ajudar, eu tentei. Banhos de descarrego, amuletos, cristais, rezas. Algumas coisas parecem ajudar. Ainda acredito que manter-se em castidade sexual e não beber, além do fato de ser vegetariano pode ter alguma influência. Mas certas coisas não funcionaram para mim, particularmente. Entoar mantras, por exemplo, não fez diferença. Símbolos esotéricos também não fizeram diferença. Um amigo me mostrou um símbolo atribuído à Samael Aum Weor, que se acredita ser capaz de atrair o contato extraterrestre. Chegamos a imprimir o símbolo em formato de um banner imenso, sem qualquer sucesso. (veja: http://www.gnosisonline.org). Também me disseram que olhar para o céu azul através de um espelhinho revela ufos camuflados. Isso eu ainda estou testando,sem resultado até hoje.

Acredito que o que faz realmente a diferença é uma harmonia entre os membros do grupo, que tem que se entender, apesar das diferenças individuais. O grupo não consiste unicamente de pessoas que gostamos, ou que pensam ou vivem da maneira que nós vivemos. Cada um tem uma origem, classe social, gostos ou idéias diferentes das nossas, e tenho certeza que os extraterrestres observam a nossa interação, seja ela positiva ou negativa. Penso que eles podem não se interessar por um grupo rachado, cheio de antipatias internas. Pelo menos naquela hora, todos devem fazer as pazes.

Outra coisa importantíssima é a maturidade de todos os membros sem exceção. Ou seja, quando há um membro novo,muitas vezes a incidência ufológica pode cair um pouco. Todos devem estar igualmente interessados no assunto. Algum “engraçadinho” ou “curioso”, alguém que vai simplesmente por ir, alguém que leva uma namoradinha que não tem a ver com o assunto, pode sim estragar uma vigília ufológica. Eu recomendo que as pessoas durante a vigília procurem pelo menos falar do assunto ufo, extraterrestre, predominantemente. Isso parece criar um “clima”.

Mas existe também aquele que tem a “sorte de principiante”. Pessoas que vêm pela primeira vez, e logo já avistam algo maravilhoso. Certa vez, fizemos uma vigília ufológica com três adolescentes que faziam isso pela primeira vez, e na estrada, surgiram dois objetos luminosos de grande brilho sobre a serra, e lá ficaram parados por alguns minutos. Os rapazes, infelizmente nunca mais voltaram. Se ao menos eles tivessem atendido a esse chamado, talvez tivéssemos tido grandes experiências... Em outra ocasião, conhecia uma moça, K..., que parecia debochar um pouco de minhas estórias. Levei-a de carro para o ponto onde faço vigílias, e em poucos minutos uma bola de luz branca imensa caiu a três metros de onde ela estava, na vertical, e ao bater quase no solo desapareceu sem fazer qualquer ruído. Depois dessa, ela passou a me respeitar um pouco mais, nunca mais fez qualquer gracejo. Outro casal, um francês e uma brasileira sempre se declararam “céticos e racionais”. Ficaram hospedados certa noite na casa de Dona Diva, onde ficava,mas naquela noite específica fui obrigado a ficar em São Paulo.Qual não foi a minha surpresa ao receber um telefonema deles, em pleno sábado à noite,onde diziam estar com medo de apavorantes bolas azuis que passavam sobre eles de tempos em tempos? É por isso que eu não me preocupo em ficar provando nada aos céticos, se for da vontade dos ETs, se for uma decisão por parte dos extraterrestres, eles verão algo incrível, sendo céticos ou não.

No decorrer do livro, são mencionadas basicamente três espécies extraterrestres: os ET cinza, ou grays, os ETs de aparência humanóide, especialmente os "nórdicos" e os ETs reptilianos. Essas são as espécies mais freqüentemente relatadas, e que apareceram nos casos aqui mencionados. Assim:

-OS GRAYS, OU ETS CINZA (antigamente conhecidos também por tipo alfa, figura 4), seres de cabeça avantajada e olhos grandes, geralmente negros e sem pupilas, sem traços faciais muito visíveis, tais como boca, nariz ou orelhas, sem sexo aparente, muito magros. A despeito do nome "cinza”, a sua cor de pele pode variar de um branco total passando por tons de verde ou rosado, até chegar quase ao marrom. Mas a cor cinza, semelhante à cor da massa epóxi é predominante. Esses seres não demonstram emoção e são responsáveis pela maioria das abduções de fato, as abduções físicas de seres humanos. São baixinhos, de aproximadamente um metro e meio, mas há tipos mais altos, que se acredita serem os líderes. Esses líderes parecem ser dotados de uma maior comunicabilidade com o ser humano. Desde o caso Betty e Barney Hill, ainda nos idos de 1950, os grays vêm abduzindo pessoas,e neste caso especifico, identificaram-se como oriundos da constelação do Reticulo, mais especificamente a estrela Zeta Reticuli. Raramente são relatados casos de encontros positivos entre humanos e grays. A titulo de exceção eu mencionaria Marco Antonio Petit, no seu livro “Ufos, Espiritualidade e Reencarnação” (Ed do Conhecimento, 1ª Ed.2004)que afirma ter sido salvo de um acidente de carro por seres tipo gray,ou o contatado americano Jim Sparks, no seu livro "The Keepers",onde passa de uma relação de horror e ódio com relação a esses seres para uma relação de aceitação e aprendizado.( Sparks, Jim –The Keepers, Ed. Wild Flower Press, 2006).Autores de um modo geral,marcadamente David Jacobs (Jacobs, David - A ameaça Ed. Rosa dos Tempos 1ª Ed. 2002 e, Jacobs, David - A Vida Secreta Ed. Rosa dos tempos, 1998)colocam o gray como um seqüestrador hostil que faz experimentos e isso é o que geralmente se pensa destes seres.

Também são freqüentemente relatadas as misturas de ET gray com o ser humano ,em diversos graus, os chamados "híbridos".Há uma grande especulação acerca do porquê dos grays produzirem híbridos.A teoria mais antiga e mais aceita é que eles teriam algo em comum com a nossa genética, e ,devido à inúmeras gerações de seres clonados, ou por uma degeneração qualquer, eles estariam perdendo seu potencial reprodutivo e precisariam dos genes humanos para perpetuar sua espécie.Outro teoria muito divulgada seria a de que eles fazem os experimentos de hibridização para gerar seres escravos à seu serviço.Outra teoria muito divulgada é a de que os híbridos seriam o próximo passo para a evolução humana,ou seja,seriam seres humanos com um cérebro potencializado e uma biologia mista gray-humano,destinados a substituir progressivamente o homo sapiens.Fico com essa última.

-ETS HUMANÓIDES, ou Beta, especialmente nórdicos, (figura 8): essa misteriosa classe de seres tem uma aparência muito próxima ou idêntica ao ser humano terrestre, porém quase sempre aparentam uma beleza incomum. Há seres humanóides cuja aparência corresponde a todas as raças humanas, já foram relatados seres extraterrestres que correspondem à raça negra,aos orientais, ou morenos com cabelos negros,semelhantes aos latino-americanos .Mas nos casos aqui relatados surgiram predominantemente seres loiros, com pele e cabelos "loiro tipo sueco",ou "nórdicos".O mais famoso destes seres, é o capitão Ashtar Sheran,(fig.8)retratado em inúmeros livros de ufologia mística,figura central de grupos de contatismo como por exemplo o antigo Rama,atual Sunesis de Sixto e Carlos Paz Wells.São vistos em geral como seres de imensa bondade e luz espiritual,e muitos até mesmo associam a figura de Jesus Cristo a um destes seres, conhecido como o "capitão Sananda".A "ufologia mística",baseada em canalizações,psicografias, etc. evoca entidades ET "nórdicas" como Ashtar Sheran ou Metatron para iniciar suas sessões,confiantes que desse modo acessarão seres de boa índole, membros da Confederação de Planetas, organização que controla a paz e o bem-estar dos planetas pelo espaço afora.A maioria das pessoas deposita grande confiança neles.Raramente cogita-se a idéia de um ET nórdico não-Confederado,que seja maldoso ou desonesto.Todos desejam contato com esse tipo de ser.Atribui-se as Plêiades ou Alpha Centauro como sendo a região de origem destes seres.Os ummitas,(vide relato de Adilson)oriundos de Wolf 424 também seriam humanóides, alguns loiros ,outros morenos,sempre descritos como sendo muito belos,ainda assim idênticos ao ser humano em aparência.

-REPTILIANOS, (figuras 5): seres de aparência reptóide, que teriam evoluído a partir do réptil ao invés do mamífero, cuja origem se atribui ao cinturão de Òrion, mais especificamente o cinturão de Órion, as estrelas Alnitak, Alnilam e Mintaka (nomes árabes para “as três Marias”). Estes seres vêm sendo constantemente citados na ufologia mais recente como tendo péssima reputação, ao que se soma a crença na existência dos Illuminati, uma sociedade secreta que englobaria a maior parte das elites humanas que estariam trabalhando egoisticamente para perpetuar-se no poder. Muitos autores, notadamente David Icke colocam que as mais poderosas famílias humanas da face da Terra, de um modo geral, descenderiam longinquamente dos reptilianos, ou estariam em consórcio com eles. Os objetivos dos reptilianos seriam tão somente o domínio de planetas, de modo direto ou indireto, sem qualquer motivação altruísta. Para David Icke, os reptilianos teriam conduzido o planeta Terra ao seu caos atual. Podemos perceber claramente uma associação entre a visão de Icke com relação aos reptilianos e a figura de Satã como sendo aquele que ama e propaga o mal em si.

Poucas pessoas admitem ter contato com reptilianos, muito menos que estes contatos tenham sido agradáveis ou positivos. Exceção novamente seria Jim Sparks, em seu livro, que coloca que os reptilianos estariam por trás dos grays que o abduziram, e teriam revelado sua aterrorizante aparência a Jim em um estágio mais avançado de seu contato. Neste instante, esses reptilianos teriam transmitido muitos ensinamentos interessantes a Jim Sparks. No seu livro “The Keepers” (leia paginas 167 e 174, The Keepers, Ed. Wild Flower Press, 2006), ele relata seu encontro com reptilianos em um parque de diversões abandonado à noite. A fim de não assustar Jim em demasia, os seres vieram com uma camuflagem holográfica de aparência humana, mas após insistentes pedidos por parte de Jim, os seres revelaram sua verdadeira face. Os seres então mantiveram uma longa conversa com Jim, onde admitem ter se associado aos governantes da Terra, e que a situação do planeta é grave. Estes reptilianos alegaram que os governantes terrestres teriam prometido preparar a população civil para aceitar a presença extraterrestre de uma vez por todas, mas que este acordo teria sido frontalmente desrespeitado em nome da manutenção pura e simples do poder. Eles sugeriram então uma “anistia” a esses governantes humanos mal intencionados, caso contrário, estes seriam provavelmente trucidados pela humanidade de um modo geral, que se sentiria fortemente enganada por tais governos mentirosos. De um modo geral, Jim não considerou os reptilianos “nem bons nem maus, apenas diferentes”, portanto não desejariam ver a Terra destruída simplesmente porque também pretendem usufruir dela quando necessário. Em momento algum eles negaram ter passado por aqui e utilizado recursos locais, nem por isso pretendem destruir a humanidade, segundo Jim Sparks.

A cantora de jazz americana Pamela Stonebrooke (figura 6) foi apelidada de “a Diva Intergaláctica” após assumir publicamente que tinha uma relação amorosa com um ser reptiliano que a visitava à noite. No primeiro encontro, ela relata, pensou que fosse um deus grego, a entidade apareceu na forma de um belo ser humano, mas em dado momento começou a ver a criatura como era, um reptiliano forte e escamoso(figura 5),e mesmo assim ela teria sentido intenso prazer e familiaridade com a criatura, que disse: “-Não se preocupe, nós nos conhecemos há tempo, nós nos amamos.”E então ela finalmente compreendeu que mudar de forma é uma das habilidades dos reptilianos(e dos extraterrestres em geral,eu diria).Isso teria acontecido em 1998,mas desde 1994 ela já estaria em contato com alienígenas.Sua primeira experiência, como é costumeiro, foi com ETs tipo cinza,que a conduziram à um berçário repleto de bebês híbridos do sexo feminino,chamando-a de “mamãe”.Isso a deixou muito perturbada por mais de um ano,desenvolveu insônia e outros sintomas.E ao declarar publicamente seu romance com um extraterreno, especialmente um reptiliano, acabou perdendo o seu emprego na estação de rádio e passou por intensa ridicularização que afetou sua carreira.Mesmo assim,ela relatou suas experiências no programa de Art Bell,famoso programa de radio especializado no assunto ufo nos EUA,bem como em seu  site www.intergalacticdiva.com, sustentando seu caso.

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quarta-feira, 13 de abril de 2011

A Origem de Urântia



AO OFERECER, para os anais de Urântia, estes excertos dos arquivos de Jerusém a respeito dos antecedentes e da história inicial deste planeta, fomos orientados a considerar o tempo em termos de uso corrente – segundo o calendário bissexto em uso, com 365¼ dias por ano. Via de regra, não será feita nenhuma tentativa de fornecer os anos com exatidão, embora isso esteja nos registros. Usaremos os números inteiros mais próximos como o melhor método de apresentar os fatos históricos.

Quando nos referirmos a um evento como tendo acontecido um ou dois milhões de anos atrás, temos a intenção de datar tal ocorrência com um número de anos a contar das primeiras décadas do século vinte da Era Cristã. Iremos, assim, descrever esses acontecimentos, distantes no tempo, como tendo ocorrido em períodos exatos, ou seja, em milhares, milhões e bilhões de anos.


1. A NEBULOSA DE ANDRONOVER

Urântia tem a sua origem no vosso sol, e o vosso sol é um dos produtos múltiplos da nebulosa de Andronover, que foi outrora organizada como sendo uma parte componente do poder físico e da substância material do universo local de Nebadon. E essa grande nebulosa, por sua vez, teve sua procedência na carga-força universal do espaço, no superuniverso de Orvonton, em uma época remota, bastante remota mesmo.

Esta narrativa inicia-se em um momento no qual os Mestres Primários Organizadores da Força do Paraíso já estavam, havia muito, com o pleno controle das energias-espaço, que mais tarde seriam organizadas para gerar a nebulosa de Andronover.

Há 987 bilhões de anos, o organizador da força associado, o inspetor de número 811 307 da série de Orvonton, então em exercício e que vinha de Uversa, reportou aos Anciães dos Dias que as condições do espaço eram favoráveis ao começo dos fenômenos de materialização em um certo setor do então segmento oriental de Orvonton.

Há 900 bilhões de anos, atestam os arquivos de Uversa, o Conselho de Equilíbrio de Uversa, emitiu uma permissão para o governo do superuniverso, autorizando-o a despachar um organizador de força com a sua assessoria para a região previamente designada pelo inspetor de número 811 307. As autoridades de Orvonton encarregaram o descobridor original desse universo potencial da execução do mandato dos Anciães dos Dias, que convocava a organização de uma nova criação material.

O registro dessa autorização significa que o organizador da força e seus assessores já haviam partido de Uversa na longa jornada até aquele setor espacial, no lado leste, onde eles, subseqüentemente, dedicar-se-iam às atividades prolongadas que culminariam na emergência de uma nova criação física em Orvonton.

Há 875 bilhões de anos, a enorme nebulosa de Andronover, de número 876 926, foi devidamente iniciada. Apenas a presença do organizador da força, e do seu pessoal de ligação, foi requisitada para desencadear o turbilhão de energia que finalmente se transformou nesse vasto ciclone de espaço. Subseqüentemente ao início dessas circunvoluções nebulares, os organizadores da força viva simplesmente se retiraram, saindo perpendicularmente ao plano do disco em circunvolução e, desse momento em diante, as qualidades inerentes da energia passaram a assegurar a evolução progressiva e ordenada desse novo sistema físico.

Nessa época, aproximadamente, a narrativa volta-se para o funcionamento das personalidades do superuniverso. Na realidade, a história tem o seu começo de verdade nesse ponto, justamente quando os organizadores da força do Paraíso preparam-se para a retirada, tendo deixado prontas as condições da energia-espaço para a ação dos diretores de potência e dos controladores físicos do superuniverso de Orvonton.


2. O ESTÁGIO PRIMÁRIO DA NEBULOSA

Todas as criações materiais evolucionárias nascem de nebulosas circulares e gasosas, e todas essas nebulosas primárias são circulares durante a primeira parte da sua existência gasosa. À medida que vão envelhecendo, elas geralmente adquirem a forma espiral e quando a sua função de formação solar chega ao fim, freqüentemente, elas terminam como acumulações de estrelas ou como enormes sóis cercados de um número variável de planetas, de satélites e de grupos menores de matéria, os quais, de muitos modos, se assemelham ao vosso diminuto sistema solar.

Há 800 bilhões de anos, a criação de Andronover estava bem estabelecida como uma das magníficas nebulosas primárias de Orvonton. Quando os astrônomos de universos próximos olharam para esse fenômeno do espaço, puderam notar pouco que chamasse a sua atenção. Os cálculos estimativos da gravidade, feitos em criações adjacentes, indicaram que materializações de espaço estavam ocorrendo nas regiões de Andronover, mas isso era tudo.

Há 700 bilhões de anos, o sistema de Andronover estava assumindo proporções gigantescas, e outros controladores físicos foram despachados para nove criações materiais circunvizinhas, a fim de propiciarem o apoio e a cooperação aos centros de potência desse novo sistema material, que estava evoluindo tão rapidamente. Nessa época longínqua, todo o material legado às criações subseqüentes estava sendo mantido dentro dos confins dessa gigantesca roda de espaço, que continuava sempre a girar e que, após alcançar o máximo do seu diâmetro, novia-se cada vez mais rapidamente enquanto continuava a condensar-se e a contrair-se.



Há 600 bilhões de anos, foi atingido o apogeu da mobilização de energia em Andronover; a nebulosa havia adquirido a sua massa máxima. Nessa época, ela era uma nuvem circular gigantesca de gás, com um formato como o de um esferóide achatado. Esse foi o período inicial de formação da massa diferencial e da velocidade variável de circunvolução. A gravidade e as outras influências estavam para iniciar o seu trabalho de conversão dos gases do espaço em matéria organizada.


3. O ESTÁGIO SECUNDÁRIO DA NEBULOSA

A enorme nebulosa agora começa gradualmente a assumir a forma de uma espiral e torna-se claramente visível, mesmo para os astrônomos de universos distantes. E a história natural da maioria das nebulosas é esta; antes de iniciarem o arrojamento sóis e o empreendimento do trabalho de construção de um universo, essas nebulosas espaciais secundárias em geral são vistas como fenômenos espirais.

Quando os estudantes de astronomia, de sistemas vizinhos, naquela era longínqua, observaram essa metamorfose da nebulosa de Andronover, eles divisaram exatamente o mesmo que os astrônomos do século vinte divisam quando, estes apontaram os seus telescópios para o espaço, e vêem as nebulosas espirais da idade presente no espaço exterior adjacente.

Por volta da época do alcance da sua massa máxima, o controle da gravidade do conteúdo gasoso começou a enfraquecer e sobreveio o estágio da fuga do gás; o gás escapava como dois braços gigantescos e distintos, tendo origem em lados opostos da massa-mãe. As rápidas revoluções desse enorme núcleo central logo conferiram uma aparência espiral a essas duas correntes de gás projetadas para fora. O resfriamento e a condensação subseqüente de partes desses braços protuberantes finalmente conferiram a eles a sua aparência nodosa. Essas partes mais densas eram vastos sistemas e subsistemas de matéria física girando no espaço em meio à nuvem gasosa da nebulosa, enquanto esta se mantinha seguramente dentro da atração da gravidade da roda-mãe.

Contudo, a nebulosa havia começado a contrair-se, e o acréscimo da sua velocidade de rotação reduzia ainda mais o controle da gravidade. Pouco tempo depois, as regiões gasosas exteriores começaram finalmente a escapar do abraço imediato do núcleo da nebulosa, passando ao espaço em circuitos de contornos irregulares, retornando às regiões nucleares para completar os seus circuitos, e assim sucessivamente. Mas isso foi apenas um estágio temporário de progressão nebular. A velocidade de giro, sempre crescente, logo fez com que enormes sóis fossem atirados ao espaço, em circuitos independentes.

E foi isso o que aconteceu com Andronover, em idades extremamente longínquas. A roda de energia cresceu mais e mais, até atingir a sua expansão máxima, e então, quando sobreveio a contração, ela girou cada vez mais rápido, até que, finalmente, o estágio centrífugo crítico foi alcançado e teve início a grande desagregação.

Há 500 bilhões de anos, nasceu o primeiro sol de Andronover. Este, como um raio flamejante, desprendeu-se da atração da gravidade materna e precipitou-se no espaço, em uma aventura independente no cosmo da criação. A sua órbita ficou determinada pela sua trajetória de escape. Esses jovens sóis rapidamente tornam-se esféricos e iniciam as suas carreiras longas e cheias de acontecimentos como estrelas do espaço. Excetuando-se aqueles vindos dos núcleos nebulares terminais, a grande maioria dos sóis de Orvonton teve um nascimento análogo. Esses sóis, que escapam desse modo, passam por períodos variados de evolução e de serviço posterior no universo.

Há 400 bilhões de anos, a nebulosa de Andronover iniciou o seu período de recaptação. Muitos dos sóis vizinhos e menores foram recapturados, como resultado do crescimento gradual e da condensação posterior do núcleo materno. Logo foi inaugurada a fase terminal da condensação nebular, período que sempre precede à desagregação final dessas imensas acumulações espaciais de energia e de matéria.

Foi cerca de um milhão de anos depois dessa época que Michael de Nebadon, um Filho Criador do Paraíso, escolheu essa nebulosa em desintegração como local para a sua aventura de construção de um universo. Quase imediatamente, foram iniciados os mundos arquitetônicos de Salvington e os cem grupos de planetas-sede das constelações. Quase um milhão de anos foram necessários para completar esses agrupamentos de mundos especialmente criados. Os planetas-sedes dos sistemas locais foram construídos durante um período que perdurou daquela época até cerca de cinco bilhões de anos atrás.

Há 300 bilhões de anos, os circuitos solares de Andronover achavam-se bem estabelecidos, e o sistema nebular estava passando por um período transitório de relativa estabilidade física. Nessa época, o corpo de assessores de Michael chegou a Salvington e o governo de Orvonton, em Uversa, deu reconhecimento à existência física do universo local de Nebadon.

Há 200 bilhões de anos, presenciou-se a progressão de contrações e de condensações com enorme geração de calor no agrupamento central de Andronover, ou da massa do seu núcleo. Um espaço relativo surgiu até mesmo nas regiões próximas da roda do sol materno central. As regiões exteriores estavam ficando mais estabilizadas e mais bem organizadas; alguns planetas, girando em torno dos sóis recém-formados, haviam resfriado-se suficientemente para tornarem-se adequados à implantação da vida. Os mais antigos planetas habitados de Nebadon datam dessas épocas.

Então, o mecanismo completo do universo de Nebadon começa a funcionar pela primeira vez, e a criação de Michael é registrada em Uversa, como um universo para ser habitado e para a ascensão mortal progressiva.

Há 100 bilhões de anos, o ápice nebular da tensão de condensação foi atingido; o ponto de tensão máxima de aquecimento alcançado. Esse estágio crítico de contenção do aquecimento-gravidade perdura por idades, algumas vezes, porém, mais cedo ou mais tarde, o calor vence a luta com a gravidade e o período espetacular de dispersão do sol tem início. E isso marca o fim da carreira secundária de uma nebulosa do espaço.


4. OS ESTÁGIOS TERCIÁRIO E QUATERNÁRIO

O estágio primário de uma nebulosa é circular; o secundário é espiral; o estágio terciário é o da primeira dispersão solar; enquanto o quaternário abrange o segundo e o último ciclo da dispersão solar, com o núcleo-mãe terminando como um agrupamento globular ou como um sol solitário que funciona tal qual um centro de um sistema solar terminal.

Há 75 bilhões de anos, essa nebulosa havia alcançado o apogeu do seu estágio de família solar. Foi então o ponto culminante do primeiro período de perdas solares. A maioria desses sóis, desde então, apoderou-se de vastos sistemas de planetas, satélites, ilhas escuras, cometas, meteoros e nuvens de pó cósmico.



Há 50 bilhões de anos, completava-se esse primeiro período de dispersão solar; a nebulosa terminava rapidamente o seu ciclo terciário de existência, durante o qual deu origem a 876 926 sistemas solares.

Há 25 bilhões de anos, presenciou-se o completar do ciclo terciário da vida da nebulosa, o que acarretou a organização e uma relativa estabilização dos vastos sistemas estelares derivados dessa nebulosa matriz. Todavia, o processo de contração física e produção crescente de calor continuou na massa central da nebulosa remanescente.

Há dez bilhões de anos, teve começo o ciclo quaternário de Andronover. A temperatura máxima da massa nuclear havia sido atingida; o ponto crítico de condensação aproximava-se. O núcleo materno original encontrava-se em convulsões, sob a pressão combinada da sua própria tensão de condensação de calor interno e da atração crescente da maré gravitacional do enxame de sistemas de sóis liberados. As erupções nucleares que estavam para inaugurar o segundo ciclo solar da nebulosa eram iminentes. O ciclo quaternário da existência nebular estava para começar.

Há oito bilhões de anos, uma imensa erupção terminal teve início. Apenas os sistemas exteriores ficaram a salvo no momento de um tal cataclismo cósmico. E esse foi o começo do fim da nebulosa. Por um período de quase dois bilhões de anos estendeu-se a fase final de emissão de sóis.

Há sete bilhões de anos, presenciou-se o ponto máximo da desagregação terminal de Andronover. Esse foi o período do nascimento de sóis terminais maiores e do ápice das perturbações físicas locais.

Há seis bilhões de anos, ficaram assinalados o fim da desagregação terminal e o nascimento do vosso sol, o qüinquagésimo sexto antes do último sol da segunda família solar de Andronover. Essa erupção final do núcleo nebular deu nascimento a 136 702 sóis, a maioria dos quais é de globos solitários. O número total de sóis e de sistemas solares a se originarem da nebulosa de Andronover foi de 1 013 628. O número do sol do vosso sistema solar é 1 013 572.

Na época atual, a grande nebulosa de Andronover já não existe mais, mas está presente nos muitos sóis e nas suas famílias planetárias que se originaram daquela nuvem-mãe do espaço. O remanescente nuclear final daquela nebulosa magnífica ainda arde com um brilho avermelhado e continua a emitir luz e calor moderados para as suas famílias planetárias remanescentes de cento e sessenta e cinco mundos, os quais agora giram em torno dessa mãe venerável de duas gerações poderosas de monarcas de luz.


5. ORIGEM DE MONMATIA – O SISTEMA SOLAR DE URÂNTIA

Há cinco bilhões de anos, o vosso sol era um globo em chamas, relativamente isolado, tendo atraído para si a maior parte da matéria que circulava na sua proximidade no espaço, resíduos do cataclismo recente que lhe havia dado origem.

Hoje, o vosso sol alcançou uma estabilidade relativa, mas os seus ciclos de onze anos e meio de manchas solares comprovam que foi uma estrela variável na sua juventude. Durante os tempos primitivos do vosso sol, as contrações continuadas e o aumento gradual conseqüente da temperatura deram início a convulsões tremendas na sua superfície. Tais alterações, de proporções titânicas, necessitaram de três dias e meio para completar um ciclo de brilho variável. Esse estado variável, essa pulsação periódica, tornou o vosso sol altamente sensível a certas influências exteriores, as quais ele iria em breve enfrentar.

Assim, ficou estabelecido o cenário do espaço local, para a origem singular de Monmatia, sendo este o nome da família planetária do vosso sol, o sistema solar ao qual o vosso mundo pertence. Menos de um por cento dos sistemas planetários de Orvonton teve uma origem similar.




Há quatro bilhões e meio de anos, o enorme sistema de Angona começou a aproximar-se da vizinhança do vosso sol, então solitário. O centro daquele grande sistema era um gigante escuro de espaço, sólido, altamente carregado e possuindo uma tremenda força de atração gravitacional.

À medida que Angona se aproximava mais do vosso sol, em momentos de expansão máxima, e durante as pulsações solares, correntes de material gasoso eram atiradas no espaço, como línguas solares gigantescas. Inicialmente, essas línguas flamejantes de gás invariavelmente caíam de volta no sol, mas, no momento em que Angona se aproximava mais e mais, a atração da gravidade do gigantesco visitante tornou-se tão intensa que essas línguas de gás quebravam-se em certos pontos, e as suas raízes caíam novamente no sol, enquanto as partes mais externas destacavam-se, formando corpos independentes de matéria, de meteoritos solares, que imediatamente começaram a girar em volta do sol, em suas órbitas elípticas próprias.

E à medida que o sistema de Angona se aproximava, as extrusões solares tornavam-se cada vez maiores; mais e mais matéria era retirada do sol e transformava-se em corpos circulantes, independentes, no espaço circunvizinho. Esse estado desenvolveu-se por cerca de quinhentos mil anos, até que Angona aproximou-se ao máximo do sol. Depois dessa aproximação, o sol, em conjunção com uma das suas periódicas convulsões internas, experimentou uma quebra parcial; e enormes volumes de matéria desprenderam-se simultaneamente de lados opostos dele. Do lado de Angona, foi sendo atraída uma vasta coluna de gases solares, pontiaguda em ambas as extremidades e com um bulbo protuberante no centro, que se destacou permanentemente do controle imediato da gravidade do sol.

Essa grande coluna de gases solares, que assim separou-se do sol, posteriormente converteu-se nos doze planetas do sistema solar. Os gases ejetados, por repercussão, do lado oposto do sol, devido à maré, que correspondeu à extrusão desse ancestral gigantesco do sistema solar, desde então se condensaram em meteoros e em poeira do espaço, no sistema solar, se bem que uma grande parte dessa matéria tivesse sido recapturada posteriormente por gravidade solar, à medida que o sistema de Angona foi afastando-se no espaço remoto.

Embora tenha conseguido êxito em extrair do sol o material ancestral dos planetas do sistema solar e o enorme volume de matéria que agora circula em volta do sol, como asteróides e meteoros, o sistema de Angona não assegurou, para si mesmo, nada dessa matéria solar. O sistema visitante não chegou perto o bastante para roubar de fato nada da substância do sol, mas aproximou-se o suficiente para atrair para o espaço intermediário todo o material que compreende o atual sistema solar.
Os cinco planetas internos e os cinco planetas mais externos logo se formaram, ainda em tamanho reduzido, da matéria resfriada e dos núcleos condensados nas extremidades de massa menor e mais afilada, do gigantesco bulbo provocado pela gravidade, que Angona conseguiu destacar do sol, enquanto Saturno e Júpiter formaram-se das partes centrais e de maior massa do bulbo. A poderosa atração da gravidade de Júpiter e de Saturno logo captou a maior parte do material roubado de Angona, o que é testemunhado pelo movimento retrógrado de alguns dos seus satélites.

Júpiter e Saturno, que são derivados do centro mesmo da enorme coluna de gases solares superaquecidos, continham tanto material solar altamente aquecido que brilharam com uma luz reluzente e emitiram enormes volumes de calor; eles foram, na realidade, sóis secundários, durante um curto período posterior às suas formações, como corpos separados no espaço. Esses dois planetas maiores do sistema solar permaneceram altamente gasosos até os dias atuais, não se tendo ainda resfriado até o ponto da completa condensação ou solidificação.

Os núcleos de contração de gás dos outros dez planetas logo atingiram o estágio de solidificação e, assim, começaram a atrair para si próprios quantidades cada vez maiores da matéria meteórica que circulava no espaço vizinho. Os mundos desse sistema solar, desse modo, tiveram uma dupla origem: núcleos de condensação de gás, mais tarde aumentados pela captação de quantidades enormes de meteoros. De fato, ainda continuam a captar meteoros, mas em quantidade bem mais reduzida.

Os planetas não giram em torno do sol no plano equatorial da sua mãe solar, o que fariam se houvessem sido expelidos na rotação do sol. Na verdade, eles circulam no plano da extrusão solar de Angona, que formava um ângulo considerável com o plano do equador do sol.

Embora Angona tivesse sido incapaz de captar qualquer coisa da massa solar, o vosso sol acrescentou à sua família planetária, em metamorfose, uma parte da matéria do sistema visitante que circulava no espaço. Devido ao intenso campo gravitacional de Angona, a sua família planetária tributária mantinha órbitas a distâncias consideráveis do gigante escuro; e pouco depois da extrusão da massa ancestral do sistema solar, enquanto Angona ainda estava na vizinhança do sol, três dos planetas maiores do sistema de Angona giravam tão próximos do maciço ancestral do sistema solar, que a sua atração gravitacional, aumentada pela do sol, foi suficiente para contrabalançar a atração da gravidade de Angona e para destacar permanentemente esses três tributários do visitante celeste.

Todo o material do sistema solar derivado do sol estava dotado de uma direção homogênea de giro orbital e, não fora pela intrusão desses três corpos espaciais estrangeiros, todo esse material do sistema solar estaria ainda mantendo a mesma direção de movimento orbital. O que aconteceu foi que o impacto dos três tributários de Angona injetou novas forças direcionais exteriores ao sistema solar emergente, com o resultante aparecimento de um movimento retrógrado. Um movimento retrógrado, em qualquer sistema astronômico, é sempre acidental e surge sempre como resultado do impacto de colisão com corpos espaciais vindos de fora. Tais colisões podem nem sempre produzir o movimento retrógrado, mas nenhum movimento retrógrado jamais aparece, a não ser em um sistema que contenha massas de origens diversas.


6. O ESTÁGIO DO SISTEMA SOLAR – A ERA DE FORMAÇÃO DO PLANETA

Depois do nascimento do sistema solar, seguiu-se um período de diminuição do derrame solar. Decrescentemente, durante outros quinhentos mil anos, o sol continuou a derramar volumes sempre mais reduzidos de matéria no espaço adjacente. Mas, durante essas etapas primordiais de órbitas erráticas, quando os corpos circundantes aproximaram-se ao máximo do sol, o sol-mãe foi capaz de recapturar uma grande porção desse material meteórico.

Os planetas mais próximos do sol foram os primeiros a ter as suas rotações desaceleradas pela fricção devida ao efeito maré-da-gravidade. Essas influências gravitacionais contribuem também para a estabilização das órbitas planetárias, pois atuam como um freio sobre a velocidade de rotação em torno do eixo planetário, levando um planeta a girar sempre mais devagar, até que essa rotação axial cesse, deixando um hemisfério do planeta sempre voltado para o sol ou para o corpo maior, como é ilustrado pelo planeta Mercúrio e pela Lua, que sempre giram com a mesma face voltada para Urântia.

Quando as fricções do tipo maré, tornarem-se uniformizadas na Terra e na Lua, a Terra irá sempre voltar o mesmo hemisfério para a Lua e o dia e o mês serão análogos – com uma duração em torno de 47 dias. Ao atingir essa estabilidade de órbitas, as fricções do tipo maré reverterão a sua ação, não mais tendendo a afastar a Lua da Terra, mas gradualmente atraindo o satélite na direção do planeta. E então, naquele futuro distante, quando a Lua chegar à distância de cerca de dezoito mil quilômetros da Terra, a ação da gravidade desta última provocará um colapso da Lua, pois uma explosão causada pela maré-da-gravidade levará a Lua a despedaçar-se em pequenas partículas, que poderão reunir-se em torno do mundo, como anéis de matéria, semelhantes aos de Saturno, ou então, talvez, caindo gradualmente na Terra, como meteoros.

Se os corpos espaciais tiverem tamanhos e densidades semelhantes, poderão ocorrer colisões. Contudo, se dois corpos espaciais de densidades semelhantes forem relativamente desiguais em tamanho, e o menor aproximar-se progressivamente do maior, a ruptura do corpo menor ocorrerá quando o raio da sua órbita tornar-se duas vezes e meia menor que o raio do corpo maior. As colisões entre os gigantes do espaço, na verdade, são raras; contudo as explosões de corpos menores causadas pela maré-da-gravidade são muito comuns.

As estrelas cadentes ocorrem em enxames, porque elas são os fragmentos de corpos maiores de matéria deslocados pela maré-da-gravidade exercida por corpos circunvizinhos ainda maiores. Os anéis de Saturno são os fragmentos de um satélite pulverizado. Uma das luas de Júpiter, no presente, está aproximando-se perigosamente da zona crítica de fraturamento, por causa do efeito da maré, e, dentro de uns poucos milhões de anos, ou será absorvida pelo planeta, ou será submetida aos efeitos fragmentadores da maré-da-gravidade. O quinto planeta do sistema solar, em um tempo muito remoto, viajava em uma órbita irregular, periodicamente aproximando-se mais e mais de Júpiter, até que entrou na zona crítica de fragmentação, por causa da maré-da-gravidade, e foi fragmentado, rapidamente, convertendo-se no atual cinturão de asteróides.



Há quatro bilhões de anos, presenciou-se a organização dos sistemas de Júpiter e de Saturno, quase como são observados hoje, à exceção das suas luas, que continuaram a ter o seu tamanho aumentado durante vários bilhões de anos. De fato, todos os planetas e satélites desse sistema solar estão ainda crescendo, por causa de uma contínua captação de meteoros.

Há três bilhões e meio de anos, os núcleos de condensação dos outros dez planetas estavam bem formados, e os núcleos da maioria das luas estavam intactos, embora alguns dos satélites menores se hajam unido, mais tarde, para formar as luas atuais maiores. Essa idade pode ser considerada a era da formação planetária.

Há três bilhões de anos, o sistema solar estava funcionando quase como o faz hoje. Os seus membros continuavam a aumentar em tamanho, à medida que, em um ritmo prodigioso, os meteoros do espaço afluíam aos planetas e aos seus satélites.

Por volta dessa época, o vosso sistema solar estava colocado no registro físico de Nebadon e tinha já o seu nome, Monmatia.

Há dois bilhões e meio de anos, os planetas haviam aumentado imensamente o seu tamanho. Urântia era uma esfera bem desenvolvida, com cerca de um décimo da sua massa atual e estava ainda crescendo rapidamente por absorção de meteoros.

Toda essa tremenda atividade é uma parte normal da edificação de um mundo evolucionário da ordem de Urântia e constitui a parte preliminar astronômica para o estabelecimento do cenário que é o começo da evolução física dos mundos do espaço, na preparação para as aventuras da vida no tempo.


7. A ERA METEÓRICA – A ERA VULCÂNICA – A ATMOSFERA PLANETÁRIA PRIMITIVA

Durante esses tempos primitivos, as regiões do espaço do sistema solar estavam repletas de corpos diminutos, de fragmentações e condensação, e, na ausência de uma atmosfera protetora de combustão, esses corpos do espaço colidiam diretamente com a superfície de Urântia. Tais impactos incessantes mantinham a superfície do planeta mais ou menos aquecida, e isso, junto com a ação crescente da gravidade, à medida que a esfera ficava maior, começou a colocar em operação aquelas influências que gradualmente levaram os elementos mais pesados, como o ferro, a acumularem-se mais e mais no centro do planeta.

Há dois bilhões de anos, a Terra, decididamente, começou a avantajar-se em relação à Lua. O planeta sempre tinha sido maior do que o seu satélite, mas não havia tanta diferença entre os seus tamanhos até por volta dessa época, quando enormes corpos espaciais foram captados pela Terra. Urântia, então, tinha um quinto do seu tamanho atual e tornava-se grande o suficiente para manter a atmosfera primitiva que havia começado a surgir, como resultado do confronto elementar entre o interior aquecido e a crosta exterior que se resfriava.

A atividade vulcânica definida data desses tempos. O calor interno da Terra continuava a aumentar pelo mergulho cada vez mais fundo dos elementos radioativos, ou mais pesados, trazidos do espaço pelos meteoros. O estudo desses elementos radioativos revelará que Urântia, na sua superfície, tem mais de um bilhão de anos de idade. O relógio radioativo é o vosso indicador temporal mais confiável para obter as estimativas científicas da idade do planeta, mas todos esses cálculos resultam por demais superficiais, porque os materiais radioativos, disponíveis para a vossa pesquisa, derivam completamente da superfície terrestre e, portanto, representam aquisições relativamente recentes desses elementos por parte de Urântia .

Há um bilhão e meio de anos, a Terra possuía dois terços do seu tamanho atual, enquanto a Lua estava próxima da massa que hoje apresenta. Se comparado ao da Lua, o rápido aumento da Terra, em tamanho, capacitou-a a começar a roubar aos poucos a escassa atmosfera que o seu satélite possuía originalmente.

A ação vulcânica nesse período atinge o seu apogeu. Toda a Terra, então, é um verdadeiro inferno de fogo; a superfície assemelha-se ao seu estado de fusão anterior, antes que os metais mais pesados tivessem ido para o centro por força da gravidade. Essa é a idade vulcânica. Contudo, uma crosta constituída principalmente de granito, relativamente mais leve, forma-se aos poucos. O cenário vai sendo estabelecido para que o planeta possa um dia sustentar a vida.

A atmosfera primitiva do planeta evolui vagarosamente, agora contendo um pouco de vapor de água, monóxido de carbono, dióxido de carbono e cloreto de hidrogênio; mas com pouco ou nenhum nitrogênio e oxigênio livres. A atmosfera de um mundo na idade vulcânica apresenta um espetáculo estranho. Além dos gases acima mencionados, ela é pesadamente carregada pelos numerosos gases vulcânicos, e, à medida que o cinturão de ar amadurece, também é carregada pelos produtos da combustão de pesadas chuvas meteóricas que constantemente se abatem sobre a superfície do planeta. Essa combustão meteórica mantém o oxigênio atmosférico em um nível de quase exaustão e o bombardeamento meteórico ainda é tremendo.

Com o tempo, a atmosfera tornou-se mais estabilizada e resfriada o suficiente para dar início à precipitação de chuva sobre a superfície rochosa quente do planeta. Durante milhares de anos, Urântia permaneceu envolvida por uma imensa e contínua camada de vapor. E nessas idades, o sol nunca brilhou sobre a superfície da Terra.

Uma grande parte do carbono da atmosfera consistiu no substrato para formar os carbonatos dos vários metais que abundavam nas camadas superficiais do planeta. Mais tarde, quantidades maiores desses gases carbônicos foram consumidos pela vida vegetal primitiva que proliferava.

Os fluxos contínuos de lava e os meteoros que caíam, mesmo nos períodos ulteriores, esgotavam quase completamente o oxigênio do ar. E, inclusive, os primeiros depósitos dos oceanos primitivos, logo depois de surgidos não continham nenhuma pedra colorida, nem xistos. Durante um longo tempo após o surgimento do oceano não havia virtualmente nada de oxigênio livre na atmosfera; e não surgiu em quantidades significativas até ter sido mais tarde gerado pelas algas marinhas e outras formas de vida vegetal.

A atmosfera planetária primitiva da idade vulcânica oferece pouca proteção contra os impactos por colisão dos enxames meteóricos. Milhões e milhões de meteoros são capazes de penetrar nesse cinturão de ar, esmagando-se contra a crosta do planeta como corpos sólidos. À medida que passa o tempo, porém, um número cada vez menor de meteoros revela-se de tamanho suficiente para resistir ao escudo de fricção, cada vez mais forte, da atmosfera sempre mais rica em oxigênio nessas eras mais recentes.


8. A ESTABILIZAÇÃO DA CROSTA TERRESTRE

Há um bilhão de anos, deu-se o começo efetivo da história de Urântia. O planeta havia atingido aproximadamente o seu tamanho atual. E, por volta dessa época, foi colocado nos registros físicos de Nebadon e lhe foi dado o seu nome: Urântia.

A atmosfera, junto com uma contínua precipitação de umidade, facilitava o resfriamento da crosta terrestre. A ação vulcânica logo equalizou a pressão do calor interno e a contração da crosta; e, quando a atividade vulcânica decresceu rapidamente, os terremotos surgiram, enquanto isso progredia o período de resfriamento e de ajustamento da crosta.

A história geológica efetiva de Urântia começa quando a crosta terrestre se resfria suficientemente para permitir a formação do primeiro oceano. A condensação do vapor de água na superfície em resfriamento da Terra, uma vez iniciada, continuou virtualmente até completar-se. Ao fim desse período, o oceano recobria todo o planeta com uma profundidade média de quase dois quilômetros. As marés movimentavam-se então quase como o que se observa atualmente, mas esse oceano primitivo não era salgado; praticamente consistia numa cobertura de água doce por todo o mundo. Naqueles dias, a maior parte do cloro estava combinada com vários metais, mas havia o suficiente, em combinação com o hidrogênio, para tornar essa água levemente ácida.

No princípio dessa era longínqua, Urântia deve ser vista como um planeta coberto de água. Mais tarde, fluxos de lava mais profundos e, portanto, mais densos afloraram do fundo do que é o oceano Pacífico atual, e essa parte da superfície coberta de água tornou-se uma depressão considerável. A primeira massa de terra continental emergiu do oceano mundial em um ajuste que restabelecia o equilíbrio da crosta terrestre, a qual se tornava gradativamente mais espessa.

Há 950 milhões de anos, Urântia apresenta o quadro de um grande continente de terra, cercado por uma vasta extensão de água, o oceano Pacífico. Os vulcões ainda são numerosos e os terremotos tão freqüentes quanto graves. Os meteoros continuam a bombardear a Terra, mas vão diminuindo, quanto à freqüência e tamanho. A atmosfera se limpa, mas a quantidade de dióxido de carbono continua elevada. A crosta terrestre estabiliza-se gradativamente.

Por volta dessa época Urântia foi designada para o sistema de Satânia, quanto à administração planetária, tendo sido colocada no registro de vida de Norlatiadeque.

Então começou o reconhecimento administrativo da pequena e insignificante esfera, destinada a ser o planeta no qual, subseqüentemente Michael engajar-se-ia no empreendimento estupendo da auto-outorga mortal, participando das experiências que levaram Urântia a tornar-se localmente conhecida desde então como o "mundo da cruz".

Há 900 milhões de anos Urântia presenciou a chegada do primeiro grupo de exploração de Satânia, enviado de Jerusém, para examinar o planeta e elaborar um relatório sobre a sua adaptabilidade de transformar-se numa estação de vida experimental. Essa comissão constituída de vinte e quatro membros, abrangia Portadores da Vida, Filhos Lanonandeques, Filhos Melquisedeques, serafins e outras ordens de vida celeste, vinculadas à organização e administração inicial dos planetas.

Após efetuar uma pesquisa cuidadosa no planeta, essa comissão retornou a Jerusém e apresentou um relatório favorável ao Soberano do Sistema, recomendando que Urântia fosse colocada no registro de vida experimental. O vosso mundo foi, desse modo, registrado em Jerusém como um planeta decimal, e os Portadores da Vida foram notificados de que lhes seria dada a permissão para instituir novos modelos de mobilização mecânica, química e elétrica, assim que, em um momento subseqüente, eles chegassem com os mandatos de transplantação e implantação da vida.

No tempo devido, as medidas para a ocupação planetária foram tomadas pela comissão mista dos doze de Jerusém e aprovadas pela comissão planetária dos setenta de Edêntia. Esses planos, propostos pelos conselheiros assessores dos Portadores da Vida, finalmente foram aceitos em Salvington. Logo depois, as teledifusões de Nebadon divulgaram o anúncio de que Urântia tornar-se-ia um cenário onde os Portadores da Vida iriam executar o seu sexagésimo experimento em Satânia, destinado a ampliar e a melhorar o tipo Satânia de modelos de vida de Nebadon.

Pouco tempo depois de Urântia haver sido reconhecida pela primeira vez por intermédio das transmissões universais a todo Nebadon, foi-lhe conferido o status pleno de aceitação no universo. Logo depois, foi registrada nos arquivos dos planetas-sedes do setor menor e do setor maior do superuniverso; e, antes que essa idade terminasse, Urântia havia entrado no registro da vida planetária em Uversa.

Toda essa idade ficou caracterizada por tempestades freqüentes e violentas. A crosta inicial da Terra estava em um estado de fluência contínua. O resfriamento superficial alternava-se com imensos fluxos de lava. Em nenhum lugar podia ser encontrado, superficialmente, nada que fosse da crosta original do planeta. Tudo estava sendo misturado, muitas vezes, às lavas de origens profundas em extrusão e de novo juntado aos depósitos subseqüentes do oceano primitivo, que abrangia todo o mundo.



Em nenhum lugar, na superfície do mundo, serão encontradas mais das remanescentes modificadas dessas antigas rochas pré-oceânicas, do que no nordeste do Canadá, perto da baía de Hudson. Aquela extensa elevação granítica é composta de pedra que pertence às idades pré-oceânicas. As suas camadas de rocha foram aquecidas, dobradas, torcidas e, de novo recurvadas e, ainda uma vez mais, se submetendo a todas essas experiências metamórficas de deformação.

Ao longo das idades oceânicas, depositaram-se enormes camadas de pedra estratificada, livre de fossilizações, sobre esse antiqüíssimo fundo de oceano (a pedra calcária pode formar-se como resultado de uma precipitação química; nem todo o calcário mais antigo foi produzido por depósito de vida marinha). Em nenhuma dessas antigas formações rochosas serão encontradas evidências de vida; elas não contêm fósseis, a não ser que, por acaso, depósitos mais recentes, da idade das águas, se hajam misturado a essas camadas mais antigas, anteriores à vida.

A crosta inicial da Terra era altamente instável, mas as montanhas não estavam em processo de formação. O planeta contraiu-se sob a pressão da gravidade enquanto se formava. As montanhas não são o resultado do colapso da crosta em resfriamento, em uma esfera em contração; elas surgem mais tarde, como resultado da ação da chuva, da gravidade e da erosão.

A massa continental terrestre dessa era foi aumentando, até que cobriu quase dez por cento da superfície da Terra. Os terremotos graves só tiveram início depois que a massa continental de terra emergiu até bem acima do nível da água. Uma vez iniciados, eles aumentaram em freqüência e severidade, por idades sucessivas. Durante milhões e milhões de anos, os terremotos foram diminuindo, mas Urântia ainda apresenta uma média de quinze tremores por dia.

Há 850 milhões de anos, teve início a primeira época de estabilização real da crosta da Terra. A maior parte dos metais mais pesados se havia assentado na direção do centro do globo; a crosta em resfriamento havia deixado de recalcar-se em uma escala tão extensa quanto nas idades anteriores. Ficou estabelecido um melhor equilíbrio entre a extrusão de terra e o leito mais pesado do oceano. O fluxo do leito de lava sob a camada da crosta tomou quase uma dimensão mundial, e isso compensou e estabilizou as flutuações causadas ao resfriamento, contração e deslizamentos superficiais.

A freqüência e a severidade das erupções vulcânicas e dos terremotos continuaram a diminuir. A atmosfera estava limpando-se dos gases vulcânicos e do vapor de água, mas a porcentagem de dióxido de carbono ainda era alta.

As perturbações elétricas no ar e na terra também diminuíam. Os fluxos de lava haviam trazido à superfície uma mistura de elementos que diversificavam a crosta e isolavam melhor o planeta, de algumas das energias do espaço. E tudo isso foi muito útil para facilitar o controle da energia terrestre e estabilizar o seu fluxo, o que é revelado pelo funcionamento dos pólos magnéticos.

Há 800 milhões de anos, presenciou-se a inauguração da primeira grande época do solo firme, a idade da emergência crescente dos continentes.

Desde a condensação da hidrosfera terrestre, inicialmente em um oceano mundial e subseqüentemente no oceano Pacífico, deve-se ter em conta que este último corpo de água então cobria nove décimos da superfície da Terra. Os meteoros, caindo no mar, acumularam-se no fundo dos oceanos; e, de um modo geral, os meteoros são compostos de materiais pesados. Aqueles que caíam em terra eram, em boa medida, oxidados e subseqüentemente desgastados pela erosão e, ainda, arrastados como aluviões até as bacias do oceano. Assim, o fundo do oceano tornou-se cada vez mais pesado e, acrescentado a isso havia o peso de um corpo de água de cerca de quinze quilômetros de profundidade, em alguns pontos.

O crescente peso do oceano Pacífico continuou a agir no sentido de levantar a massa continental de Terra. A Europa e a África começaram a emergir das profundezas do Pacífico e, concomitantemente, também emergiram aquelas massas atualmente chamadas de Austrália, América do Norte e do Sul, e o continente da Antártida; enquanto o leito do oceano Pacífico iniciou mais um afundamento compensatório. Ao fim desse período, quase um terço da superfície do planeta consistia em terras, todas em um único corpo continental.

Com esse aumento na elevação das terras, apareceram as primeiras diferenças climáticas no planeta. A elevação das terras, as nuvens cósmicas e as influências oceânicas foram as causadoras principais das flutuações climáticas. A espinha dorsal da massa de terra asiática alcançou uma altitude de quase quinze mil metros, na época da emergência máxima das terras. Tivesse havido muita umidade no ar, flutuando sobre essas regiões sumamente elevadas, e enormes capas de gelo ter-se-iam formado;

a idade do gelo teria chegado muito antes. Centenas de milhões de anos se passariam antes que tanta terra de novo surgisse acima da água.

Há 750 milhões de anos, surgiram as primeiras fendas na massa de terra continental, como a grande fenda separando o norte e o sul, a qual mais tarde foi preenchida pelas águas do oceano e preparou o caminho para o movimento no sentido oeste dos continentes da América do Norte, inclusive a Groenlândia e da América do Sul. A longa falha leste-oeste separou a África da Europa, distanciando do continente asiático as massas de terra da Austrália, das ilhas do Pacífico, e da Antártida.

Há 700 milhões de anos, Urântia estava aproximando-se da maturidade em termos de condições necessárias à manutenção da vida. Os movimentos dos continentes continuavam; o oceano penetrava cada vez mais nas terras, formando longos dedos de mar e criando aquelas águas rasas e abrigadas, das baías, que são tão adequadas como habitat da vida marinha.

Há 650 milhões de anos, presenciou-se mais uma separação das massas terrestres e, como conseqüência, mais uma expansão dos mares continentais. E essas águas estavam rapidamente atingindo aquele grau de salinidade essencial à vida de Urântia.

Esses mares e os seus sucessores estabeleceram os registros de vida em Urântia, como foi subseqüentemente descoberto em páginas de pedra bem conservadas, volume sobre volume, à medida que uma era sucedeu à outra era, e uma idade à outra idade. Na realidade esses mares internos das épocas remotas foram os berços da evolução.


[Apresentado por um Portador da Vida, membro do Corpo original de Urântia e, atualmente, observador residente.]

Fonte: Minha Mestria